Manuel Abranches de Soveral

 

 

 

Casa da Trofa

origens

armas

1º senhor

2º senhor

3º senhor

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5º senhor

6º senhor

7º senhor

8º senhor

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10º senhor

descendência

sangue real

representação

análise

bibliografia

 

Duarte de Lemos

3º senhor da Trofa (1514)

DUARTE DE LEMOS, 3º senhor da Trofa, Álvaro, Pampilhosa, Jales e Alfarela, por carta de confirmação do rei D. Manuel de 8.7.1514, ainda seu pai estava vivo, feita a Duarte de Lemos, fidalgo da sua Casa, para que tivesse estes senhorios como tinha seu pai e como se ele tivesse falecido. Neste documento são transcritas sete cartas de D. Afonso V sobre as doações anteriores. Sucedeu ainda como 5º morgado do Calhariz e senhor da honra e torre de Silva. Foi moço fidalgo (1489) e cavaleiro fidalgo da Casa Real, do Conselho de D. Manuel I (1518, com 2.700 reais de moradia) e de D. João III (22.3.1522), e ainda cavaleiro da Ordem de Cristo (pelo menos desde 1512) e nesta ordem comendador de Castelejo, etc. D.João III deu-lhe carta de privilégio de fidalgo (CJIII, Privilégios, 2, 60). A 3.10.1520 teve confirmação do padroado da igreja da Trofa, como já ficou dito em Origens (A Casa e o Panteão). Nasceu cerca de 1478 e faleceu a 27.6.1558, teria 80 anos de idade.

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Representação dos terceiros senhores da Trofa nos respectivos túmulos.

Rondaria os 30 anos quando, já casado e com um filho sucessor, em 1508 embarcou para a Índia como capitão de uma das 13 caravelas da armada de que era capitão-mor seu tio materno Jorge de Aguiar, que ia substituir D. Francisco de Almeida como vice-rei.

Com o naufrágio de Jorge de Aguiar, abertas as sucessões determinadas pelo rei, Duarte de Lemos achou-se sucessor do tio como capitão-mor do Mar e da Costa da Etiópia e da Arábia, com "toodallas fortalezas e armadas desde Çofalla até Combaya e por todo o maar de Persya e Arabya", o cargo mais importante e rendoso a seguir ao de vice-rei, em que se viu sucessor D. Afonso de Albuquerque, com quem Duarte de Lemos depressa se incompatibilizou, pois defendia a estratégia comercial de D. Francisco de Almeida e não a visão imperial de Albuquerque. Por pressão deste, depois de ter desempenhado o seu cargo durante três anos, Duarte de Lemos foi mandado regressar a Lisboa, como capitão-mor de uma armada, não sem que tenha ficado na Índia com fama de altivez intratável mas também de ser "o mais eficiente colector de impostos que D. Manuel mandou ao Oriente".

A 30.9.1508 escreveu uma carta a D. Manuel I, onde relata o estado de Moçambique e das obras da mesma terra. Tendo voltado a Portugal em 1510, pois a 19.10.1510 Afonso de Albuquerque escreveu a D. Manuel I dando-lhe conta de algumas peças que lhe remetia, juntamente com o aljôfar do tributo de Ormuz, por intermédio de Duarte de Lemos.  

Pouco depois de regressar a Lisboa foi confirmado como 3º senhor da Trofa, ainda em vida do pai, como ficou dito. Em 1516 recebeu ao todo 82.000 reais de tenças, sendo 30.000 da Ordem de Cristo e 12.000 mais 30.000 do foro. Manteve-se na administração dos seus vastos senhorios e em 1520 já era do Conselho de D. Manuel I, cargo que manteve com o novo rei D. João III, que também o nomeou para o seu Conselho e o faz capitão-mor de uma rica armada que, de Espanha, deveria acompanhar a Roma o novo papa Adriano, mas que este recusou por querer ir por terra.

A 9.3.1518 o conde de Faro D. Sancho de Noronha, senhor de Aveiro, deu-lhe as ilhas da Maia, dos Ovos, da Gaga, das Mós do Velho, de Beirós, das Pedras e de Cabanas, bem como as marinhas de Vilarinho e do Esteiro Covo, tudo em Aveiro. Contestou esta doação o mosteiro de Lorvão, argumentando que aquelas terras lhe pertenciam, mas Duarte de Lemos "sendo pessoa poderosa forçara e esbulhara as ditas ilhas, indo a ellas tomando posse", como se diz na sentença de Dom Manuel de 1.2.1520, contra Duarte de Lemos, fidalgo da nossa Casa e do nosso Conselho, morador na Trofa, e sua mulher, e a favor da abadessa de Lorvão, que tomou posse das ditas ilhas e marinhas a 18.2.1520.

Pelo menos entre 1523 e 1528 deve ter permanecido no seu senhorio da Trofa, pois recebeu as suas tenças no almoxarifafo de Aveiro. Mas é bastante depois, em 1534, que mandou fazer o grandioso panteão dos Lemos junto à sua casa na vila da Trofa, no termo de Águeda, onde jaz em túmulo armoriado (Lemos em pleno) com a sua estátua orante em tamanho natural, que evidencia bem o facto de ser considerado o homem mais alto que nesse tempo havia em Portugal. Reza assim o seu epitáfio: "Aqui jaz Duarte de Lemos filho que foi de Joiam Gomes de Lemos e neto de Gomez Miz o qual por serviço de Ds por onra de sua linhagem mãdou fazer esta capela pera seu pai e avoos e pera si pera sua molher e foi feita esta capela na era de mil e 534 anos o qual faleceu ao vinte sete dias de Junho ano de 1558". Mandou aí também sepultar sua mulher, e para aí mandou trasladar os restos mortais de seus pais e avós paternos.

Virou-se então para o Brasil, donde a 5.5.1535 enviou uma procuração para D. Diogo da Silveira jurar em seu nome o príncipe D. João. A 15.7.1537, Vasco Fernandes Coutinho, donatário da capitania do Espírito Santo, doou "ao Senhor Duarte de Lemos a ilha grande que está da barra para dentro, que se chama de Stº António, completamente livre e isenta para si e seus descendentes, por o muito que lhe devo e por me vir ajudar a suster a terra que sem a sua ajuda o não fizera", doação esta que foi confirmada pelo rei a 8.1.1549, quando do seu regresso a Lisboa, donde partiu de novo, de imediato, como capitão de uma das três naus da armada que levou ao Brasil o 1º governador Tomé de Souza, que lá o fez capitão-mor da Capitania de Porto Seguro (1550).

A 14.4.1550 escreveu a D. João III, dando-lhe parte de que o governador Tomé de Souza o fizera capitão da Capitania que fora de Pedro de Campos e que ficara servindo. Conta que na dita terra havia ouro e que, para o buscar, tinha 20 homens por conta do dito governador, pedindo ao rei que mandasse algumas pessoas que conhecessem a terra onde o havia. Acrescenta que o gentio estava em paz "e muito nosso amigo" pela notícia que tinha de Sua Alteza os favorecer e os mandar tornar às suas terras.

D. João III ainda lhe confirmou a coutada das suas herdades da Barra e Moura, tal como tinham seu seu pai e avô (CJIII, 11, 86), o padroado da igreja da Trofa (ib, 11, 78) e os padrões de 3.000 coroas de ouro (ib, 7, 78v) e 25.000 reais de tença (ib, 19, 146v).

Casou cerca de 1503 com D. Joana de Mello, nascida cerca de 1478 e falecida a 12.10.1529 - que jaz no Panteão da Trofa, em belo túmulo com suas armas (lisonja partida de Lemos e Mello), com a seguinte inscrição: "Aqui jaz dona Joana de Melo molher que foi de Duarte de Lemos a qual faleceu ao doze dias do mês doutubro ano de mil 529".

D. Joana de Mello era filha sucessora de Álvaro de Brito e de sua mulher Isabel Pacheco, casados cerca de 1473. Álvaro de Brito usou antes o nome Álvaro Nogueira, sendo certamente o que tem poemas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende e o Álvaro Nogueira, fidalgo da Casa Real, que a 6.6.1469 obteve do rei para seu aio Pedro Álvares o cargo de requeredor da sisa do trigo da cidade de Lisboa, Mas é já como Álvaro de Brito, fidalgo da Casa Real, que a 30.8.1475 foi nomeado provedor e administrador das capelas de D. Afonso IV e D. Beatriz, na cidade de Lisboa, em substituição de Pedro de Abreu, que morrera, e que a 27.8.1476 teve uma tença de 14.000 reais pelo dito cargo, que tinha sido entregue pelo príncipe D. João a Lopo Dias.

Álvaro de Brito era filho segundo de Mem de Brito, morgado de Stº Estêvão de Beja e de S. Lourenço de Lisboa, rico-homem, do Conselho, vassalo e fidalgo da Casa Real, etc., e de sua mulher D. Grimaneza de Mello. A 22.6.1461 D. Afonso V nomeou Mem de Brito, fidalgo da sua Casa e do seu Conselho, como administrador da capela de D. Pedro Pires, em Beja, para si e todos os seus descendentes legítimos. A 29.7.1469 o mesmo rei doou a Mem de Brito certos bens de raiz e herança que pertenceram ao arcebispo de Lisboa D. Afonso Nogueira (seu tio), que os perdeu por os ter comprado sem licença régia. Aquela D. Grimaneza de Mello era tia materna do 3º governador da Índia Lopo Soares de Albergaria e filha de Estêvão Soares de Mello, 5º senhor de Melo e Gouveia e 3º do Couto da Ribeira de Melo (11.7.1417), etc., e de sua mulher D. Tereza de Andrade, que jaz no convento de S. Francisco de Órgens, em Viseu, e casou pela 2ª vez com o senhor de Belmonte e Azurara (Mangualde), sendo mãe do celebrado Pedro Álvares Cabral. Estêvão Soares de Mello foi ainda senhor de Seia, Linhares, Celorico e Penedono, esteve na tomada de Ceuta (1415), sendo comandante da galé em que seguia o infante D. Henrique, que armou à sua custa. Foi então nomeado capitão-general de Ceuta, mas adoeceu e veio a falecer na volta, ao chegar ao Algarve, indo sepultar a Mello. O infante ficou como tutor de seus filhos, ainda pequenos, tendo, para "os tirar de ódios e malquerenças, despesas e danos", defendido os ditos órfãos numa composição aceite pela restante família.

Isabel Pacheco, mulher de Álvaro de Brito, diz Alão que era filha do amo de D. João II, que não nomeia. Gaio diz que o pai se chamou João Vaz Collim, era inglês e foi amo de D. João II. Existiu de facto um João (John) Collim, mas não foi amo de D. João II. Trata-se do João Collim, inglês, mercador, a quem D. Afonso V deu a 4.12.1450 carta de privilégio para que possa trazer armas de dia e de noite por todo o reino. E a 14.5.1440 o mesmo rei privilegiou Collim, concedendo-lhe todos os privilégios inerentes às suas funções de peliteiro, especieiro e mercador da corte, para além de o isentar do pagamento de diversos impostos ao concelho, dos serviços e encargos do concelho, de ter cavalo e armas, bem como do direito de pousada, na sequência da ordenação que fizera para os especieiros, mercadores e outros que prestam serviço na corte. Quem foi amo de D. João II foi Pedro de Abreu, que foi também provedor das capelas de D. Afonso IV, cargo em que, por sua morte, em 1475, já muito velho, justamente sucedeu Álvaro de Brito. Não parecem restar dúvidas, portanto, que o pai de Isabel Pacheco foi de facto Pedro de Abreu. Onde Gaio foi descortinar João Collim não sei, embora suspeite que ele, ou alguém de quem tenha copiado a informação, tenha visto algum documento em que este João Collim apareça casado com uma Catarina Rodrigues, que também foi ama do príncipe. Com efeito, a 37.5.1458 Catarina Rodrigues, ama do príncipe, teve de D. Afonso V uma tença de 3.000 reais de prata. E a 6.4.1497 D. Manuel I confirmou a Catarina Rodrigues, ama do príncipe D. João, uma outra carta (16.5.1479) de D. Afonso V, pela qual lhe dava 2.000 reais de tença, além de outra tença que ela já tinha. Mas, dada a sucessão no cargo de provedor das capelas de D. Afonso IV, parece evidente que Álvaro de Brito era genro de Pedro de Abreu e não de João Collim, sendo que este nunca foi amo de D. João II, ainda que seja possível que tenha casado com a dita Catarina Rodrigues.

Porque Pedro de Abreu era certamente amo de criação, ou seja, sua mulher seria ama de leite de D. João II. Pelo que Isabel Pacheco era sua colaça, devendo ter nascido cerca de 1554, portanto pouco antes de D. João II, nascido a 3.4.1455. Assim sendo, é também possível desvendar a mãe de Isabel Pacheco, que se chamou Beatriz Anes de Oliveira e ainda vivia a 3.7.1500, data em que D. Manuel I doou a Beatriz Anes de Oliveira, ama que fora d'el rei D. João II, uma tença de três moios de trigo. Trata-se da Beatriz Anes, ama do príncipe, que a 16.2.1459 teve de D. Afonso V, vitaliciamente, uma tença de 6.000 reais de prata, tença esta que lhe foi confirmada a 14.2.1497. E saber que deste casamento foi também filho um João de Abreu, pois a 2.6.1516 D. Manuel I doou a João de Abreu, colaço do falecido rei, um padrão de tença de 29.000 reais, que tinha sido atribuído a sua mãe por D.João II, por ter sido sua ama, e com a promessa de ficar para João de Abreu, quando este se casasse. E um Cide de Oliveira, pois a 6.12.1496 o mesmo rei doou a Cide de Oliveira, colaço de D. João II, uma tença de 6.000 reais de prata.

Sobre Pedro de Abreu há muita documentação. Começou por ser escudeiro e criado da rainha D. Isabel, e ainda seu tesoureiro e provedor das suas capelas, sendo em 1449 nomeado procurador e administrador das capelas e hospital do rei D. Afonso IV e da rainha D. Beatriz, cargo que manteve até à sua morte em 1475, teria 70 anos, pois terá nascido cerca de 1405. Documenta-se também que era filho de João Afonso de Sandim, escudeiro e vassalo da Casa Real, morador no Ribeiro, julgado de Stª Cruz, que foi aposentado em 1444 com 70 anos, pelo que nasceu em 1374. Pelo que a mãe é que seria Abreu. Com efeito, 4.7.1444 D. Afonso V privilegiou João Afonso de Sandim, escudeiro e vassalo da sua Casa, morador no Ribeiro, julgado de Stª Cruz, pai de Pedro de Abreu, tesoureiro da rainha, concedendo-lhe aposentação pela idade de 70 anos. A 5.7.1449 o mesmo rei nomeou Pedro de Abreu, escudeiro, criado da rainha D. Isabel, para o cargo de procurador e administrador das capelas e hospital do rei D. Afonso e da rainha D. Beatriz, dando-lhe de mantimento para o seu ofício 8.000 reais de prata, que serão retirados dos bens das capelas e hospital. A 29.5.1466 confirmou um acordo feito entre Pedro de Abreu, amo régio, provedor da capelas de D. Afonso IV, pelo seu procurador João Afonso, escudeiro régio, escrivão dos resíduos, e o concelho da vila de Alverca, por seu procurador Luiz Anes, sobre o pagamento de alguns direitos que seriam devidos à dita capela pelos lavradores e moradores, mediante determinadas cláusulas e obrigações. A 5.8.1468 confirmou a Pedro de Abreu, cavaleiro da sua Casa, provedor das capelas de D. Afonso e de D. Beatriz, as 75 libras que lhe haviam sido dadas por D. Beatriz para a compra de dois panos de peso para serem colocados sobre os seus monumentos em dias de festa, e a serem pagas pelo dia de S. João. A 5.8.1468 confirmou a nomeação de Pedro Abreu, cavaleiro da sua Casa, provedor das capelas de D. Afonso e de D. Beatriz, no cargo de avaliador, aconteador e lançador de cavalos, bestas, éguas e armas, na vila de Viana a par de Alvito. A 28.10.1468 confirmou o privilégio a Pedro de Abreu, cavaleiro da sua Casa, provedor das capelas de D. Afonso e de D.Beatriz, pelo qual lhe desembargava as lezírias de Carqueira do Botão, no termo a vila de Santarém. A 29.12.1471 privilegiou Pedro de Abreu, amo do príncipe D. João, procurador das capelas de D. Afonso IV e D. Beatriz, isentando-o, bem como aos procuradores que o substituírem, do pagamento das escrituras que forem feitas das ditas capelas. A 25.6.1472 privilegiou Pedro de Abreu, cavaleiro da sua Casa, procurador das capelas do rei D. Afonso IV e da rainha D. Beatriz, coutando-lhe, a seu pedido, a lezíria de Carqueira do Botão, no termo da vila de Santarém, pertença das ditas capelas, e da qual tinham por ano 12 moios de pão para mantimento dos seus merceeiros. A 11.5.1475 fez quitação a Pedro de Abreu, cavaleiro da sua Casa, provedor das capelas e tesouro da rainha D. Isabel, relativamente ao tempo em que foi provedor da dita rainha e depois da infanta D. [Joana], de todos os dinheiros que recebeu e despendeu, dando-o como quite e livre de tudo. E a 30.8.1475 D. Afonso V nomeou Álvaro de Brito, fidalgo da sua Casa, para os cargos de provedor e administrador das capelas de D. Afonso IV e D. Beatriz, na cidade de Lisboa, em substituição de Pedro de Abreu, que morrera.

Resta saber de onde vêm os nomes Pacheco e Abreu. Sendo Beatriz Anes de Oliveira, nome com que surge na Chancelaria de D. Manuel I (antes aparece apenas como Beatriz Anes) e Pedro de Abreu filho de um João Afonso de Sandim, é de supor que seja Abreu a mãe de Pedro e se tenha chamado Isabel Pacheco a mãe de Beatriz Anes de Oliveira.

FILHOS DO 3º SENHOR DA TROFA:

  • João Gomes de Lemos, que segue.
  • Gomes Martins de Lemos, que terá n. em 1505 e serviu na Índia, onde foi morto "às frechadas", junto com D. Fernando de Lima e Artur de Castro, na exploração da foz do rio Bracelor, no tempo do governador D. Henrique de Menezes. Em 1518 estava inscrito como moço fidalgo da Casa de D. Manuel I, com 1.000 reais de moradia. A 22.9.1522 (teria 17 ou 18 anos) D. Luiz de Meneses, capitão da armada da Índia, mandou-lhe pagar quarenta pardaus de seu soldo, assinando o próprio Gomes Martins de Lemos esse recebimento. A 9.2.1541 teve alvará real para ir na armada da Índia desse ano, vencendo soldo e moradia. Fal. solteiro, s.g.
  • Álvaro de Lemos, que terá nascido em 1515, após o regresso de seu pai, e também morreu na Índia, solteiro, s.g. Deve ser o homónimo que teve de D. João III carta de privilégio de fidalgo (CJII, 23, 80).
  • Fernão Gomes de Lemos, de cuja existência Alão duvida, dizendo que só um nobiliário o nomeia. De facto não deve ter existido, pois não encontrei sobre ele documentação, sendo provavelmente confusão com o irmão homónimo de Duarte de Lemos.
  • D. Grimaneza de Mello, abadessa de Arouca. Teve de D. João III uma tença de 20.000 reais.
  • D. Filipa e outras, freiras em Stª Clara de Coimbra. Entre as outras deve estar a D. Francisca de Lemos que teve uma tença (Ementas, 4, 77v).