regresso à bibliografia

 Manuel Abranches de Soveral

 

 

 

Paiva Brandão, de Braga

- uma descendência em Gondomar

    Escudo esquartelado de Paiva e Brandão (infografia do autor)

1.           Filipe de Paiva Brandão [1] , cavaleiro, cidadão de Braga (1540), procurador do concelho em 1545, escrivão do Eclesiástico em 1545 e 1557, nascido entre 1505 e 1515 e falecido depois de 1558 e antes de 1565. Viveu na freguesia da Santiago da Cividade, na casa do prazo de D. Gualdim, na rua do mesmo nome, com seus sogros, tendo sucedido a seu pai em bens em Braga e Lisboa. Era irmão de João de Paiva, cónego da Sé de Braga (5.8.1547), que tirou inquirições de genere em Braga em 1557, ambos filhos legitimados, por carta real de 3.9.1528, de João Álvares de Paiva, capelão do arcebispo de Braga D. Diogo de Souza, com quem foi para esta cidade em 1505, e de Ana Maria, moça solteira. Alão e Manso de Lima não referem este João Álvares de Paiva e sua descendência. Gaio [2] di-lo filho de Diogo de Paiva Brandão e neto Diogo Lopes Brandão e sua mulher D. Joana de Paiva. Mas Alão [4] diz que esta era D. Joana de Pavia e não Paiva, filha de Jorge de Pavia Perestrello, e que só tiveram um filho, Fernão Brandão, que morreu sem geração, sucedendo os primos nos seus morgadios. Este Diogo Lopes Brandão era neto de outro homónimo, que se documenta em Évora entre 1436 e 1453, nascido cerca de 1390, do tronco desta linhagem. O patronímico de João Álvares de Paiva na verdade indica um pai Álvaro e não Diogo (como diz Gaio, sem indicar a fonte em que se baseia). Por outro lado, o filho primogénito de Filipe de Paiva Brandão chamou-se João Gomes de Paiva, o que, no caso, indicia um avô ou bisavô Gomes. É certo que se documenta um Diogo de Paiva, que D. João II confirmou a 13.6.1482 como juiz dos órfãos de Tavira e seu termo, e que já a 3.7.1475, sendo escudeiro do conde de Faro, fora nomeado vitaliciamente por D. Afonso V para este cargo, e a 5.11.1472 teve carta de perdão do mesmo rei, por ter sido acusado por sua sogra, Mor Rodrigues, do roubo de uma arca, mediante instrumento público de perdão feito a seu favor a 10.4.1472 e tendo pago 500 reais para a Piedade. Mas o patronímico de João Álvares aponta para que na verdade fosse filho de um Álvaro de Paiva, e também se documenta um na cronologia certa e de geografia mais adequada, uma vez que João Álvares de Paiva foi para Braga com o arcebispo D. Diogo de Souza, que era um beirão e antes tinha sido bispo do Porto. Trata-se do Álvaro de Paiva, morador na vila de Vouzela, que esteve nas tomadas (1471) de Arzila e Tânger e nas guerras com Castela, e que a 23.8.1484 foi nomeado por D. João II para tabelião do concelho de S. Pedro do Sul. Já a 6.11.1471 D. Afonso V perdoara a justiça régia a Álvaro de Paiva, criado de D. Henrique de Castro, acusado de ter tentado matar Lançarote Rodrigues, na sequência do perdão geral outorgado aos homiziados que serviram na armada e tomada da vila de Arzila e cidade de Tânger, bem como mediante o perdão das partes. A 25.8.1481 o mesmo rei perdoou a justiça régia e cinco anos de degredo para Arzila a Álvaro de Paiva, morador na vila de Vouzela, por palavras injuriosas e desobediência a Afonso Lopes de Almeida, juiz dessa vila, mediante o instrumento público de perdão feito a seu favor, tendo pago 1.200 reais para a Piedade. A 28 de Junho do mesmo ano voltou a perdoar a justiça régia a Álvaro de Paiva, morador em Vouzela, acusado de renegar Deus, Santa Maria e dos seus Santos, tendo pago 800 reais para a Arca da Piedade. E no mesmo dia perdoou a justiça régia a Álvaro de Paiva, morador no concelho de Lafões (Vouzela fica no concelho de Lafões), acusado de, na companhia de outros, ter morto Lopo Soares, filho de Lopo Dias, morador em Entre-os-Rios, na sequência dos serviços prestados na guerra com Castela. Este Álvaro de Paiva terá nascido entre 1440 e 1450 e devia ser irmão do Pedro de Paiva que foi tabelião de Lamego (5.1.1487) e escrivão da Correição da Beira (22.2.1488) e do Gomes de Paiva a quem D. João II a 15.6.1486 doou bens em Fráguas e a 20.4.1492 deu carta de perdão, que é certamente o homónimo que casou cerca de 1488, em Sátão, com Isabel de Albuquerque. [3] Devendo os três ser filhos do Gomes de Paiva  escudeiro do bispo de Coimbra, que a 22.7.1450 D. Afonso V nomeou juiz dos resíduos de todos os lugares do almoxarifado da Guarda, e o Gomes de Paiva, morador em Santa Marinha (de Seia), que a 1.11.1453 o mesmo rei nomeou coudel da dita vila e seus termos, em substituição de Pedro Anes de Tourais, que terminara o seu tempo de serviço. A passagem destes Paiva da região da Guarda/Seia para a região do Dão/Lafões pode ter ficado a dever-se ao casamento, cerca de 1470, do referido Álvaro de Paiva com uma irmã de Álvaro Afonso Brandão, escudeiro morador em Midões e progenitor dos Álvares Brandão de Travanca de Lagos, portanto filha de Gonçalo Gil Brandão, também de Midões, que foi pai da Violante Machado que casou com Gonçalo Nunes Coelho (de Miranda), com geração nos Brandão daí (sobre os Brandão vide as minhas Reflexões sobre a origem dos Brandão, in "Ferreira Pinto Brandão, de Paços de Ferreira, Cête e Mouriz, uma família de militares e pades"). Há ainda um terceiro Gomes de Paiva, clérigo, beneficiado na Sé de Lisboa, a quem D. Afonso V a 10.8.1462 concedeu licença para comprar herdades até à quantia de 1.000 reais. Que parece ter tido filhos naturais, pois a 15.5.1469 o mesmo rei perdoou a justiça régia a Catarina Afonso de Leiria, mulher solteira, moradora na cidade de Leiria, pelo tempo que vivera em pecado sendo manceba de Gomes de Paiva, beneficiado na Sé de Lisboa, de quem era servidora, contanto que não cometa o mesmo pecado. E houve ainda um quarto Gomes de Paiva, escudeiro, morador na Guarda, que a 4.3.1471 foi legitimado por carta real, como filho de Pedro Anes, clérigo de missa e prior da Igreja de Stª Maria de Covas, no julgado de Lagos (da Beira), e de Teresa Gonçalves, mulher solteira, tendo antes sido reconhecido pelo pai em instrumento público de 24.12.1468. Pela cronologia, este último Gomes de Paiva não parece poder identificar-se com o homónimo que foi nomeado juiz em 1450, conforme ficou referido acima, pelo que, dada a geografia o onomástica, devia ser seu sobrinho, o que significa que o dito prior Pedro Anes seria irmão do juiz. E, sendo assim, eram ambos filhos de um João, que se estima nascido entre 1380 e 1400, que talvez seja o João Soares de Paiva, cavaleiro do infante D. Pedro, que a 4.2.1440 D. Afonso V nomeou vedor das taracenas régias na cidade do Porto e a quem a 8.5.1450 doou as aldeias de Golfar e Casal de Álvaro em Riba de Águeda, com todas as rendas, foros, direitos, pertenças e jurisdição, excepto as correições e alçadas. Este João Soares, seguramente da linhagem-chefe dos Paiva, seria irmão de Diogo Soares de Paiva, cavaleiro, que era casado com Mécia Vasques de Sampayo quando a 20.1.1432 trocou com o mosteiro de Paço de Sousa propriedades da sua quintã de Sardoira, no julgado de Paiva. Que é certamente o Diogo Soares de Paiva que casou (portanto 2ª vez) com Joana de Azevedo, depois mulher de Martim Coelho, 3º senhor de juro e herdade de Felgueiras e Vieira. Com efeito, a 30.8.1442 D. Afonso V doou a Joana de Azevedo, donzela da Casa do conde de Barcelos, uma tença anual de 10.000 reais de prata, pagos pelo almoxarifado régio de Vila Real, a partir de 1 de Janeiro de 1442, prometidos aquando do seu casamento a seu marido, Diogo Soares de Paiva, que morrera. E a 30.4.1440 o mesmo rei nomeara Lopo Reixa, escudeiro de Diogo Soares de Paiva, fidalgo da sua Casa, para o cargo de escrivão da dízima régia do pescado da terra de Paiva, assim como fora no tempo do rei D. João I. Estes irmãos, Diogo e João Soares, deveriam ser filhos de um virtual Soeiro Anes de Paiva e netos de João Rodrigues de Paiva, escudeiro que em 1342 testemunhou uma quitação dada por Pedro Afonso Ribeiro a Vasco Lourenço, cavaleiro de Vaiões. Este João Rodrigues era filho de Rui Paes de Paiva, neto de Paio Soares de Paiva, bisneto de Soeiro Anes de Paiva e trineto do famoso trovador João Soares de Paiva. O Filipe de Paiva Brandão em epígrafe casou em Braga, cerca de 1538, com Ana Mendes de Vasconcellos [5], senhora da dita casa de D. Gualdim, bem assim como da quinta do Minhoto, em Stº Estêvão de Urgeses, prazo do Cabido da Sé de Braga, e dos assentos de Stª Mª de Azias e S. Pedro de Abade, no concelho da Nóbrega. Vivia viúva na dita casa de D. Gualdim quando fez testamento [6] a 20.4.1597, mandando que a enterrassem na "Castra Nova", defronte de Nª Sª do Rosário, onde jaziam seu pai e seu sogro. Uma escritura [7] de 31.8.1562 diz que "na rua de D. Gualdim e posada da Senhora Ana Mendes, Dona viúva, estando presentes ela e seu filho Geraldo de Paiva com sua mulher Maria Parvi, disse Ana Mendes que tinha os assentos de Santa Maria de Azias e de S. Pedro de Abade, com sua anexa, no concelho da Nóbrega, por título de prazo em segunda vida, e porque estava em obrigação ao dito seu filho de certo dote que ela e seu marido Filipe de Paiva, que Deus haja, prometeram para seu casamento, e lhe tinham dado certos prazos que já tem em seu poder, em que colhe duzentas medidas, e porque ainda lhe ficaram devendo a estimação do ofício de (escrivão) ante os Vigários desta Corte, ele dito seu filho lhe pedia satisfação da sua justa valia e por isso lhe trespassava os ditos assentos para sempre, e somente reservava em vida os frutos do assento de S. Pedro de Abade". Outra escritura [8] de 24.4.1572 diz que "na rua de D. Gualdim e casas da Senhora Ana Mendes, Dona viúva, disse ela que tinha o prazo da Mesa Arcebispal que fora de seu pai e mãe Joane Mendes e Catarina da Fonseca, que Deus haja, a quinta do Minhoto, sita na freguesia de Santo Estêvão de Urgezes, termo da vila de Guimarães, e junto dela, e nomeava seu filho Geraldo de Paiva, Cidadão desta cidade". D. Ana era filha de João Mendes de Vasconcellos, cidadão de Braga, vereador da Câmara em 1528 e 1538, senhor da dita casa de D. Gualdim, onde viveu, etc. e de sua mulher Catarina da Fonseca, nascida cerca de 1502, sendo esta irmã, entre outros, de João da Fonseca, cónego da Sé de Braga, de Manuel da Fonseca, que tirou ordens menores em Braga em 1511, de Beatriz da Fonseca casada com Sebastião Rodrigues de Magalhães, escudeiro do arcebispo de Braga, escrivão dos órfãos, vereador (1518, 1524 e 1536) e juiz ordinário (1541) de Braga, e de Maria da Fonseca, casada a 1ª vez com Gil Afonso Vieira, escrivão das sisas e procurador da Câmara de Braga, e depois com Lopo de Barros, com quem vivia em 1534. Todos estes eram filhos de Luiz Gonçalves, o Gaio, escudeiro, escrivão do eclesiástico de Braga, cidade onde viveu, e de sua mulher Ana Álvares da Fonseca, nascida cerca de 1478, que herdou os bens de Braga de seu pai. Esta Ana Álvares era irmã mais nova Beatriz da Fonseca, sucessora no prazo da quinta da Lágea, em Parada de Todeia, foreiro ao mosteiro de Paço de Sousa, que foi 2ª mulher (casou cerca de 1490) de Pedro de Leão, juiz das sisas de Aguiar de Sousa (1504), senhor da quinta do Beco, em S. Miguel de Rans (Penafiel), que detalhadamente trato em nota no meu estudo sobre os Meirelles Barretto de Moraes, de Cête e Mouriz. Eram ambas filhas de Álvaro da Fonseca, escudeiro do arcebispo de Braga, escrivão dos feitos do mar e dos reguengos do Porto (1481), etc., que nasceu em Lamego cerca de 1436 e foi viver para Braga, onde foi proprietário, tendo falecido antes de 25.11.1513, data em que o foral de Aguiar de Sousa, no título de Parada de Todeia, refere a molher que foi d Alvaro dafonsequa pollo casal da Lagea, e de sua mulher Catarina Pires, dotada com o antedito prazo da quinta da Lágea, sendo esta certamente filha de Pedro Dias e sua mulher Isabel Fernandes, que tiveram o dito prazo, e bisneta do Lourenço Pires que recebeu o prazo da Lágea em 1424. Álvaro da Fonseca era filho de Vasco da Fonseca, escudeiro de D. Fernando de Menezes, juiz dos órfãos de Lamego (1437 e 1447), coudel de Aregos (16.12.1441), etc., e de sua 1ª mulher Catarina Gonçalves, com ascendência que detalhadamente trato no meu estudo sobre os Pinto, Moura Coutinho e Carvalho, de Stª Marinha de Zêzere.

FILHOS

1.1.    João Gomes de Paiva, cónego da Sé de Braga, nascido cerca de 1539 e falecido em 1588, que tirou ordens menores em Braga a 3.4.1558, sendo já frade mendicante, e de missa a 22.12.1565. Herdou de sua mãe a dita casa de D. Gualdim, o casal e vinha de Semelhe e a terça parte do Campo do Fujacal, que a 9.1.1581 vendeu por 25.000 reais a seu irmão Diogo. Teve dois filhos naturais.

FILHOS

1.1.1.   (N) Ângela, bat. a 26.7.1577 em Braga (Souto), havida em Maria, solteira, nascida no Prado.

1.1.2.   (N) Pedro Gomes Brandão, que viveu em Braga (Campo dos Remédios), onde faleceu a 21.11.1590, com testamento de 20.11.1589. Casou com Juliana Francisco. Destes foi filha Maria Gomes Brandão, que casou a 28.8.1615, ib, com Roque Martins Leite, com geração nos Leite Brandão, senhores da quinta de Cabanas, em S. Martinho de Dume.

1.2.    Geraldo de Paiva Brandão, cidadão de Braga, vereador da Câmara em 1588 e juiz pela ordenação em 1590 e 1601. Senhor da quinta de S. Pedro d’Este (Braga) e da quinta de S. Martinho, em S. João do Souto (Braga), onde faleceu a 24.6.1605, sendo sepultado na Sé. A 18.2.1573 a Mitra renovou a Geraldo de Paiva, morador em S. Pedro d’Este, e a sua mulher Maria Parvi, o prazo da quinta do Minhoto, em Stº Estêvão de Urgeses. [9] Casou cerca de 1565 com Maria Parvi, falecida a 21.2.1600 na rua do Souto, irmã do Doutor João Parvi, abade de S. Pedro d’Este, e de André Parvi [10], todos filhos de Reginaldo Parvi, referido no testamento do bispo D. João Parvi como seu sobrinho e herdeiro, mas que tudo indica que fosse seu filho. D. João Parvi foi bispo de Cabo Verde (23.9.1538). Era membro do cabido da Sé de Évora, como arcediago do bago e cónego magistral, tendo oficiado nesta cátedra. Contemporâneo de D. Martinho de Portugal, foi enviado régio a Roma para criar as dioceses de Angra, Cabo Verde, S. Tomé e Goa. Era natural da Normandia (Bayeux), tendo sido naturalizado por mercê de D. João III. Documenta-se como doutor em 1520 na Universidade de Lisboa (Estudos Gerais). Esteve integrado no núcleo humanista de Évora, de que também fizeram parte D. Francisco de Melo, mestre André de Resende e Nicolau Clenardo. Demorou a ir para o bispado, permanecendo em Évora até Janeiro de 1545. Em Setembro deste ano fez testamento, no qual deixou por herdeiro Reginaldo Parvi, seu "sobrinho". Aí afirma estar de partida para a ilha de Santiago de Cabo Verde, onde terá chegado em finais de 1545, tornando-se o primeiro bispo residente. Faleceu na Ribeira Grande a 29.12.1546, com apenas cerca de um ano de episcopado. Manuel Severim de Faria, em tom apologético, refere-se a D. João Parvi como um sacrificado ao serviço da igreja, afirmando que faleceu rapidamente depois de chegar devido ao fervor com que se dedicava à actividade pastoral, não tendo sequer observado o devido resguardo de saúde de alguns meses a que o clima local obrigava os reinóis. Diz que "expirou estando crismando, afrontado com o trabalho de muita gente". Ainda em Portugal, em 1538, fez chegar à Inquisição de Lisboa uma carta sobre os abusos dos cristãos-novos nas ilhas de Cabo Verde, pelo que deve ter trocado correspondência com as autoridades civis e eclesiásticas locais. D. João Parvi deu início à organização das estruturas diocesanas, nomeadamente ao cabido, conforme o prescrevia a bula de criação do bispado de Cabo Verde. Deixou um foro ao cabido para lhe dizer missas por sua alma. Foi sepultado na igreja de Nossa Sr.ª do Rosário da Ribeira Grande.

FILHOS

1.2.1.   Geraldo de Paiva Brandão, cidadão de Braga, senhor da quinta de S. Pedro d’Este (Braga) e da quinta de S. Martinho, em S. João do Souto (Braga). Casou com Antónia da Fonseca Godins, falecida a 16.2.1628 em S. Pedro d’Este, filha de Manuel da Fonseca Coutinho e sua mulher Maria Godins da Fonseca. C.g., nomeadamente nos Correa da Cunha e Vasconcellos, da casa de Vila Meã, em Silveiros (Barcelos).

1.2.2.   Maria, bat. a 12.4.1567 em Braga (S. João do Souto).

1.2.3.   Ana Brandão, bat. a 12.2.1573, ib, e fal. antes de 1622. É certamente a Ana Brandão que Gaio [11] diz ser dos Paiva Brandão, e que casou com António da Cunha, nascido cerca de 1565 e fal. antes de 1622, que o mesmo autor diz que "viveu na Quinta das Flores que hoje se chama das Laranjeiras abaixo das Ortas de Braga", filho natural de D. Manuel da Cunha, arcediago de Stª Cristina da Falperra na Sé de Braga, e de Isabel Jácome, da casa do Avelar, em Braga. [12] Filha de Francisco Jácome, 2º senhor da quinta do Avelar, em Braga, cidade onde foi vereador, e de sua mulher Leonor Campelo, Isabel Jácome, nascida cerca de 1540, viria a casar a 22.11.1587 (Cividade) com Damião Coelho, s.g.

FILHO

1.2.3.1.     Domingos da Cunha, o único filho referido por Gaio, nascido cerca de 1590 na dita quinta das Laranjeiras, onde viveu pelo menos até cerca de 1614, mudando-se depois para outra freguesia da cidade de Braga, pois o seu óbito não consta em Maximinos. Casou cerca de 1612 em Barcelos [12a] com Maria da Cunha e Mello, nascida cerca de 1595, filha de Jácome da Cunha e Mello, mestre-escola de Barcelos, segundo Gaio, que acrescenta que este Jácome era filho do estribeiro do duque de Bragança, sem o nomear. Talvez este estribeiro seja o Jácome da Cunha que em 1596 foi como capitão de uma armada defender Angola. A mãe de Maria da Cunha e Mello, que Gaio não refere, devia chamar-se Antónia de Almeida, dado o nome da neta, referida adiante. De Maria da Cunha e Mello parece irmão o Constantino da Cunha que vivia solteiro com Cristóvão da Costa e Eroza na Rua do Anjo quando em 1635 foi padrinho de seu filho Cristóvão, neste caso sobrinho-neto do padrinho.

FILHOS

1.2.3.1.1.    Jácome da Cunha, nascido cerca de 1613, que sucedeu na quinta das Laranjeiras e faleceu solteiro, s.g., segundo Gaio.

1.2.3.1.2.    Antónia de Almeida, que se documenta nascida na quinta das Laranjeiras, na freguesia de Maximinos, cerca de 1614[13]. Viveu primeiro na Rua do Anjo (S. João do Souto) e depois na Rua dos Maximinos (Sé). Casou cerca de 1631 [14] com Cristóvão da Costa de Eroza [15], tabelião e escrivão do público da cidade de Braga (pelo menos desde 1621), escrivão da Ouvidoria (pelo menos desde 1627), etc., morador na Rua do Anjo (S. João do Souto) e depois na Rua dos Maximinos (Sé), nascido cerca de 1599, ib, e já falecido em 1664, filho de outro Cristóvão da Costa de Eroza, abade reitor de Garfe (Póvoa de Lanhoso), nascido cerca de 1570.

FILHOS

1.2.3.1.2.1.   Mariana da Costa, bat. a 8.11.1632 em S. João do Souto, sendo padrinhos Rafael de Nabais e Maria de Andrade, mulher de Francisco de Paiva Brandão. Casou com Jordão Tinoco da Silva, senhor da quinta da Comenda, em Garfe (Póvoa de Lanhoso), onde viveram, c.g. que Gaio desenvolve (Tinocos, §4). Destes foi filho sucessor Damião Tinoco da Silva, cavaleiro da Ordem de Cristo com uma tença de 18.000 reais (4.6.1683), e neto sucessor Jordão Tinoco da Silva, também cavaleiro da Ordem de Cristo com uma tença de 18.000 reais (23.4.1714).

1.2.3.1.2.2.   Cristóvão da Costa de Eroza [15a], tabelião do público da cidade de Braga em sucessão a seu pai, provisor do Eclesiástico (pelo menos desde 1663), etc., bat. a 30.4.1635 em S. João do Souto, sendo padrinho Constantino da Cunha, solteiro, morador com Cristóvão da Costa na Rua do Anjo, e falecido viúvo a 15.4.1693, ib (S. Victor), nas suas casa do Campo de Stª Ana, indo sepultar ao seu túmulo na capela da Senhora-a-Branca, amortalhado no hábito de S. Francisco, acompanhado de 20 padres, com 60 missas de presente e 240 réis de oferta, ficando testamenteiro o filho Diogo Luiz. Antes viveu na Rua dos Maximinos (Sé) e no Campo da Senhora-a-Branca (S. Victor). Casou a 11.1.1665, ib (S. João do Souto), com Andreza da Costa, bat. a 4.12.1642, ib, e falecida em 1691 [15b], filha de Domingos João, rico mercador e fabricante de cutelaria, nascido em Aveleda e morador na Rua dos Chãos de Baixo (S. João do Souto), e de sua mulher Marta da Costa, nascida na dita rua.

FILHOS

1.2.3.1.2.2.1.    Andreza da Costa, segundo Gaio.

1.2.3.1.2.2.2.    Febrinia, segundo Gaio.

1.2.3.1.2.2.3.    Mariana da Costa e Eroza, nascida cerca de 1669 em Braga (Sé), que levou em dote o ofício de tabelião do público desta cidade. Viveu no Campo da Senhora-a-Branca e no Campo de Stª Ana, ib. Casou a 26.7.1693, ib (S. Victor), com Carlos da Fonseca Pereira, morador no Campo de Stª Ana, ib, que assim sucedeu ao sogro como tabelião do público da cidade de Braga, filho de Gualter da Fonseca, então já falecido, e sua mulher Madalena Pereira. Destes foram filhas: 1) Rosa Maria, que foi madrinha de baptismo de sua prima D. Rosa de Paiva Pereira, referida adiante. É certamente a Rosa Maria de Eroza, natural de Braga, que casou com o bacharel João Dias do Vale, sendo pais do bacharel Manuel José do Vale e Eroza, casado com D. Rosa Maria Eusébia Machado, e de D. Febrinia Luiza de Erosa, casada com António Conrado Souza Barbosa; 2) Antónia Maria de Eroza Pereira da Fonseca, que casou a 11.1.1723, ib, com João Monteiro de Andrade, sendo pais do Dr. António José Monteiro Pereira de Andrade, casado a 26.11.1757 em Sabariz (Vila Verde) com D. Luiza Maria Barbosa Pereira do Lago.

1.2.3.1.2.2.4.    Diogo Luiz de Eroza, cidadão de Braga, senhor das quintas de Baixetes, do Outeiro e dos Moinhos, todas em Stª Eulália de Tenões (Braga), etc., nascido cerca de 1670 e falecido a 5.4.1746 na quinta de Baixetes, referido adiante com mais detalhe. Casou a 14.12.1712 em Braga (S. Victor) com sua parente D. Luiza de Paiva Pereira Brandão, referida no nº 5, onde seguem. Além da geração legítima, Diogo Luiz de Eroza deixou um filho natural, Luiz, que faleceu solteiro a 29.4.1727 no hospital de S. Marcos, com óbito em Tenões.

1.2.3.1.2.3.   Francisco da Costa e Eroza, padre. Foi padrinho em 1664, sendo referido como Francisco da Costa, filho de Cristovão da Costa, já falecido, e Antonia de Almeida, de Braga. Referido como Padre Francisco da Costa Eroza quando uma sua filha natural, Domingas da Costa, casou a 22.8.1705 em Stª Mª de Adaúfe com Francisco Lopes.

1.2.3.1.2.4.   D. Antónia da Cunha, n. cerca de 1642. Casou a 8.3.1665, ib (Sé), "nas casas de Cristóvão da Costa e Eroza, na Rua de Maximinos, com licença e despacho do juiz dos casamentos João Soares Pereira", com Gaspar Vieira, de Geraz, filho de Manuel Vieira, cirurgião, e sua mulher (não nomeada). Foram testemunhas Antonio Correia, cidadão, o Padre Antonio da Silva, vigário de Monsul, Alexandre do Vale, morador às grades de S. Geraldo, e Inácio Fernandes, escrivão, morador em D. Gualdim (seu tio por afinidade).

1.3.    Diogo de Paiva Brandão, que segue no nº 2.

  

2.           Diogo de Paiva Brandão, fidalgo da Casa Real [16], sargento-mor da Ordenança de Braga, vereador da Câmara em 1582, 1593, 1611 e 1615, juiz pela ordenação em 1580 e 1605, e 2º notário apostólico de Braga, cargo em que sucedeu ao sogro, por escritura de doação [17] de 23.9.1570. Nasceu cerca de 1545 e foi o 1º senhor da casa da rua do Alcaide, ao Campo de Santiago, junto à Torre de Santiago (Cividade), onde faleceu a 26.4.1620, indo sepultar à Misericórdia, com ofícios de esmola a cinco tostões. A 9.1.1581 comprou a seu irmão João Gomes de Paiva, por 25.000 reais, a sua terça parte do Campo do Fujacal. Casou, com escritura de dote de 23.9.1570, com Prudência Naveo de Milão, falecida depois de 1600, filha de Ambrozio Naveo, clérigo natural de Milão, 1º notário apostólico de Braga, e de Madalena de Barros, filha de Afonso Pequeno Chaves e neta materna do tabelião de Braga Gonçalo de Barros. [18] Gaio diz que Ambrozio Naveo era conde palatino, natural da cidade de Milão e "da família de um Núncio que veio a este Reino, que o recomendou ao Arcebispo de Braga D. Manuel de Sousa, e trazendo-o para aquela cidade criou o Offº do Apostólico que lhe deu, e de que foi o primeiro escrivão". [19] Conde palatino não era, mas documenta-se como clérigo, notário apostólico e natural de Milão.

FILHOS

2.1.    António de Paiva, que tirou ordens menores em Braga [20] a 27.9.1588, bat. a 16.6.1580, ib (Cividade) e falecido solteiro a 6.9.1613, ib.

2.2.    Maria de Paiva, bat. a 28.9.1583, ib, e falecida no convento dos Remédios, onde era noviça.

2.3.    Angélica de Paiva, bat. a 31.10.1586, ib, e falecida a 25.7.1630. Teve com seu marido renovação do prazo da casa de D. Gualdim a 25.5.1610. Por escritura de dote [21] de 30.5.1610 teve o cargo de escrivão das dispensas apostólicas, 200.000 reais em dinheiro, dois casais em Sequeiros e um em Ruilhe e o Campo de Frossos, de que deram quitação a 28.3.1621. Casou com António Vieira Cabral, cidadão de Braga, vereador da Câmara em 1628, com geração. [22]

2.4.    Francisco de Paiva Brandão, que segue no nº 3.

2.5.    Margarida de Paiva, bat. a 18.9.1591, ib, falecida solteira.

2.6.    (N) Diogo de Paiva Brandão, filho bastardo, havido em Maria Fernandes, solteira, que por sua vez era filha natural do Rev. Baltazar Limpo, abade de S. Romão de Ucha e ouvidor em Braga. Diogo de Paiva Brandão viveu em S. Romão de Ucha, termo de Barcelos, onde faleceu antes de 1623. Casou com Leonor Cardoso de Vasconcellos, que viveu viúva em Braga e faleceu a 22.1.1643 em Ucha. C.g. nos Paiva Brandão da quinta de Gualtar e da casa do Campo de Stª Ana, em Braga. 

  

3.           Francisco de Paiva Brandão, "grande cavaleiro" [23] , cidadão de Braga, sargento-mor da Ordenança de Braga (1630-1650) e coudel-mor de Braga (1641), vereador da Câmara em 1623, 1640 e 1648, juiz pela ordenação (1629-1635), etc. Na "Relação do Recebimento e Festas que se fizeram na Augusta Cidade de Braga, etc.", impressa em Braga em 1627 por Frutuoso Lourenço de Basto, é também referido como um grande cavaleiro da cidade. Sucedeu na casa da rua do Alcaide, etc., foi bat. a 7.10.1589 (Cividade) e faleceu a 30.11.1650, na dita sua casa, com testamento, indo sepultar à Misericórdia, no túmulo de seu pai, deixando herdeira a mulher. Casou a 12.5.1621, Braga (S. João do Souto), com escritura de dote [24] de 28.3.1621, recebendo 7.000 cruzados, com Maria de Andrade, bat. a 20.5.1599, ib, e falecida a 17.10.1652 na casa da rua do Alcaide, indo a sepultar no túmulo de seu marido na Misericórdia. Era irmã de André Rodrigues de Abreu, arcediago do Bago na Sé de Braga [25], bat. a 4.5.1603, ib, com inquirições de genere de 1.1.1639, ambos filhos de Gonçalo Rodrigues Bouro, rico mercador, cidadão de Braga, vereador da Câmara e 1º morgado de S. Lázaro, em Braga, e de sua 1ª mulher (casados a 10.5.1598, Braga-Souto) Margarida André de Andrade (aparece como Margarida André, patronímico do pai, e como Margarida de Andrade); neta paterna de António Rodrigues Bouro [26], rico mercador e luveiro em Braga, onde faleceu a 27.9.1618 (S. João do Souto), sendo morador "a porta do Souto da banda de fora", e sepultado na igreja, onde tinha túmulo, com 3 ofício de 66 missas cada um, e de sua 1ª mulher (casados a 21.11.1572, em Braga-Souto) Catarina Dias, falecida a 27.7.1594, ib; e neta materna de André Fernandes, ourives em Braga, e de sua mulher Catarina Fernandes. Mais do que o marido, esta Catarina, tendo em conta o nome Andrade que usaram a filha e as netas (a referida Maria de Andrade e sua irmã Catarina de Andrade, bat. a 4.1.1600, ib, casada com Diogo de Magalhães, escrivão de Braga), devia ser filha de António Fernandes, almoxarife de Guimarães pela infanta D. Isabel, já falecido em 1587, e de sua mulher Antónia de Andrade, casal com que Alão começa o que chama os Andrades de António Fernandes, embora não lhes aponte nenhuma filha Catarina. Esta Antónia de Andrade era filha de Fernão Lourenço de Andrade e sua mulher Isabel Vasques do Vale, moradores em Guimarães, sendo esta Isabel Vasques do Vale filha de Vasco Martins Ferreira ou Pereira, cavaleiro da Ordem de Santiago, e de sua mulher Margarida Anes do Vale (filha de João Afonso Golias, juiz das sisas de Guimarães até 1490, onde foi senhor da casa de Torrados, etc., e de sua 2ª mulher Isabel Vasques do Vale, a referir adiante). Alão não filia aquele Fernão Lourenço de Andrade, mas Gaio di-lo filho de Torcato de Andrade e neto de Lourenço de Andrade e sua mulher  Maria de Souza, o que é um anacronismo. Na verdade, Fernão Lourenço podia e devia ser filho daquele Lourenço de Andrade, como indica o patronímico, portanto irmão, e mais velho, de Torcato, bem assim como de Baltazar de Andrade, mestre-escola da Colegiada de Guimarães, que fundou e dotou o convento de S. Clara da mesma vila em 1549, para o que alcançou bula passada a 11.10.1559. Aquele Lourenço de Andrade faz Gaio irmão de Lisuarte de Andrade, outro anacronismo, além de que este Lisuarte e seus irmãos (entre os quais não está um Lourenço) se documentam em Loulé, no Algarve, donde eram. Este Lourenço, nascido cerca de 1476, era certamente filho Lourenço Afonso de Andrade [27], mestre-escola da Colegiada de Guimarães e capelão-mor do duque de Bragança, e de sua criada Margarida Álvares. Com efeito, a 24.9.1475 D. Afonso V privilegiou por doze anos Lourenço Afonso de Andrade, mestre-escola de Guimarães, capelão-mor do duque de Guimarães, concedendo-lhe licença para ter manceba, teúda e manteúda. E logo no dia seguinte privilegiou Margarida Álvares, criada de Lourenço Afonso de Andrade, mestre-escola em Guimarães, isentando o homem que com ela casar dos encargos, serviços, ofícios e do pagamento de diversos impostos ao concelho, de ir com presos e dinheiros, de ser tutor e curador, de ser acontiado, de comparecer em alardo, de ter besta de sela ou de albarda, bem como do direito de pousada. Lourenço Afonso de Andrade foi aposentado a 1.11.1483, por carta de D. João II, com todas as honras e isenções. Portanto, é muito provável que aquela Catarina Fernandes, nascida cerca de 1565, que cerca de 1579 casou com André Fernandes, ourives em Braga, seja filha de António Fernandes, almoxarife de Guimarães, e de sua mulher Antónia de Andrade. Tanto mais que desta Antónia de Andrade foi irmã Cecília de Andrade, que justamente viveu em Braga casada com o doutor Lourenço Vieira, médico, em cuja casa a sobrinha poderia ter sido criada, pois, se era filha do almoxarife António Fernandes, como julgo, com cerca de 12 anos de idade já estava órfã de pai, como se documenta numa escritura de 30.7.1587, feita na vila de Guimarães, no assento da senhora Antónia de Andrade, dona viúva que ficou do senhor António Fernandes, defunto, moradora nos Paços desta vila, e logo por ela foi dito que o Doutor Lourenço Vieira seu cunhado emprestara a Jerónimo Dias Leça morador nesta vila vinte mil reis o qual dinheiro era do dito seu marido António Fernandes como constava por um assinado feito da letra e sinal do dito Lourenço Vieira do qual o traslado de verbo adverbum é o seguinte: eu Doutor Lourenço Vieira que é verdade que eu dei a um sapateiro que chamam o Lesa morador na Rua da Sapateira desta vila vinte mil reis ao ganho e perda como se verá por uma escritura que dito fez Cosme do Canto e porque os ditos vinte mil reis são do senhor António Fernandes almoxarife da Infanta que por ser meu cunhado me rogou lhos desse em meu nome. Acresce que Alão aponta ao almoxarife António Fernandes e sua mulher Antónia de Andrade três filhos, Marcos de Andrade, Leando de Andrade e Torcato de Andrade, e em Guimarães apenas se documentam os dois primeiros, sendo que ainda se documenta mais um filho, Antão de Andrade, e mais uma filha, Maria de Andrade. Portanto, o facto de Catarina Fernandes não ser referida por Alão não significa nada. E não ser documentada em Guimarães também não, sobretudo se foi menor de idade e já órfã de pai para casa de sua tia em Braga, como suponho.

FILHOS

3.1.    Geraldo, bat. a 1.7.1625, faleceu menino.

3.2.    Alexandre de Paiva Brandão, cidadão de Braga, vereador da Câmara, senhor da casa da rua do Alcaide e da Torre do Fojo, em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso), etc., bat. a 14.7.1627 em Braga (Cividade) e falecido a 29.12.1699 na sua casa da rua do Alcaide. A 23.8.1698 fez testamento [28] de mão comum com sua mulher, assistindo na sua casa da Porta do Colégio dos Apóstolos, na rua do Alcaide. Na IG de seu filho Francisco é referido, com sua mulher, como "pessoas nobres, que vivem de suas fazendas". Casou a 4.6.1645 em S. Martinho de Ferreiros com Petronilha Leite, nascida em Chaves e moradora em Braga [29], falecida a 11.1.1700 na casa da rua do Alcaide, filha de Salvador Leite Borges, de Chaves, e sua 1ª mulher Margarida de Magalhães, "pessoas nobres e principais", como se diz na referida IG, sendo esta filha de Salvasor de Magalhães Machado, escrivão dos órfãos de Montalegre, que faleceu a 10.11.1646 em Braga (S. João do Souto).

FILHOS

3.2.1.   Doutor Francisco de Paiva Brandão, vigário-geral de Chaves, abade de Parada de Gatim, etc., já licenciado em 1675, que tirou inquirição de genere em Braga em 1681. Nasceu em casa de seu bisavô Salvador de Magalhães Machado e foi bat. a 24.10.1646 em Braga (Souto), tendo feito testamento a 9.6.1706.

3.2.2.   D. Angélica de Paiva, bat. a 30.10.1647 em Ferreiros e falecida a 26.10.1708 em Braga na casa da rua do Alcaide, indo sepultar ao convento dos Remédios. Casou a 28.4.1675 em Ferreiros com Francisco António de Oliveira de Barros, morgado de Barrosas, com geração.

3.2.3.   Luís Leite de Paiva Brandão, que sucedeu na Torre do Fojo, em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso). Foi bat. a 18.8.1649, ib, e faleceu a 19.5.1719 na quinta de Ribas, ib. Casou a 4.3.1698, ib, com escritura de dote de 3.000 cruzados feita a 4.5.1698, com sua prima D. Prudência de Magalhães, bat. a 20.8.1671, ib, e falecida a 19.12.1706, ib,  filha de João de Magalhães Machado e sua mulher e parente D. Antónia de Freitas Peixoto, senhora da quinta de Magalhães, em S. Martinho de Ferreiros; e neta do já referido Salvador de Magalhães Machado.

FILHOS

3.2.3.1.     Geraldo, bat. a 9.2.1699 em Ferreiros, sendo padrinhos Geraldo de Paiva Brandão, seu tio-avô, e António de Freitas, e faleceu menino.

3.2.3.2.     D. Luiza de Paiva Leite, sucessora, bat. a 6.6.1700, ib, sendo padrinhos seus tios Geraldo de Paiva Brandão e D. Margarida, e faleceu a 28.7.1764 na casa de Pias, em Monção. Casou a 22.1.1731, ib, com Manuel Álvaro Pereira de Castro, fidalgo da Casa Real, capitão-mor de Monção, 2º morgado de Pias, ib, bat. a 7.7.1696, ib, e falecido a 14.7.1758, ib, com geração nos Pimenta de Castro.

3.2.3.3.     José de Paiva Brandão, bat. a 6.3.1702, ib, sendo padrinhos sua tia D. Margarida e José Mendes, de Braga. Sucedeu na Torre do Fojo e no prazo da Quintã e foi morto a tiro por seu irmão, a 23.8.1727, na quinta de Ribas, solteiro sem geração.

3.2.3.4.     Francisco de Paiva Brandão, bat. a 23.1.1704, ib, sendo madrinha sua tia D. Margarida. Foi degredado por toda a vida para a Índia, por ter morto seu irmão. Com geração ilegítima.

3.2.3.5.     D. Joana de Magalhães Leite, bat. a 4.1.1706, ib, com o nome de Marquesa, sendo padrinhos Gonçalo de Magalhães e D. Margarida de Magalhães, seus tios. Faleceu solteira.

3.2.3.6.     (N) João de Paiva Leite Brandão, filho bastardo havido em Maria da Costa, solteira da rua dos Pelames. Casou a 21.7.1724 em Stª Marinha de Nevogilde com D. Mónica Tereza de Mello, sem geração.

3.2.4.   D. Margarida de Paiva, bat. a 9.1.1651 em Ferreiros. Casou a 16.12.1672 na Sé de Braga com José Mendes de Araújo, filho do cónego da Sé de Braga Doutor João Mendes de Araújo. Sem geração.

3.2.5.   Fradique, bat. a 18.5.1653, ib, que na religião se chamou Frei Alexandre de Braga, tendo entrado aos 16 anos no convento de S. Frutuoso, em S. Jerónimo de Real.

3.2.6.   D. Prudência Leite de Paiva, bat. a 11.10.1654, ib, sendo padrinho José de Coimbra, da cidade de Braga, e faleceu a 12.4.1737 na casa da rua do Alcaide. Casou a 23.9.1678, ib, com seu primo João de Magalhães Machado, nascido em Amares, s.g.

3.2.7.   Frei José Leite, da Ordem de S. Bernardo, bat. a 4.6.1657, ib, sendo padrinhos João Barbosa, de Braga, e D. Joana de Almada.

3.2.8.   D. Joana Leite de Paiva Brandão, bat. a 7.7.1659, ib, sendo padrinho seu tio Geraldo de Paiva Brandão, morador em Braga. Em 1713, quando é madrinha em Tenões de sua prima D. Joana, vivia solteira no Campo de S. Tiago (Cividade, Braga). Faleceu solteira a 20.9.1720.

3.2.9.   Alexandre de Paiva Brandão, que sucedeu na casa da rua do Alcaide. Foi bat. a 1.12.1661, ib, sendo padrinho João de Mello, cónego da Sé de Braga. Tirou ordem menores a 4.7.1689 em Braga. [30] Faleceu a 1.12.1661 na sua casa do Pomar, em S. Miguel de Taide, onde jaz. Casou a 4.11.1708, ib, com escritura dotal [31] de 26.9.1708, com D. Joana Pereira da Costa, senhora da dita casa do Pomar, bat. a 2.2.1682, ib, e falecida a 24.9.1737, ib, filha herdeira de Jorge da Costa de Mesquita e sua mulher D. Sabina Peixoto de Araújo. Com geração conhecida [32], nomeadamente nos condes de Campo Belo.

3.2.10. D. Patronilha de Paiva Leite, bat. a 15.12.1664, ib, sendo padrinhos seus irmãos Luiz de Paiva e Ângela. Faleceu solteira a 5.5.1719 na casa da rua do Alcaide.

3.2.11. Salvador de Paiva Brandão, bat. a 7.9.1667, ib, sendo padrinhos João de Magalhães Machado e Ângela de Paiva, e faleceu solteiro.

3.3.    D. Angélica de Paiva e Barros, senhora do prazo de Carcavelos e da quinta de Amil, em S. Martinho de Dume, bat. a 29.9.1630 em Braga (Cividade) e falecida a 6.3.1730, ib (S. Victor). Casou a 3.9.1651 na ermida de S. Lázaro (S. Victor) com Francisco Pereira Marinho, 1º morgado do Paço de Stª Marinha de Novegilde, em Vila Verde, filho do Dr. Francisco Antão Pereira, desembargador da Relação de Braga, e de sua mulher Maria Falcão Marinho.

FILHOS

3.3.1.   Alexandre de Paiva Marinho, 2º morgado do Paço de Stª Marinha de Novegilde, foi sargento-mor em Braga, cargo que já exercia em 1713, sendo então morador em S. João, freguesia da Sé. Casou com D. Isabel Fabiana de Meirelles, filha do Doutor António de Meirelles Pereira e sua mulher D. Luísa Pereira de Gouveia, sem geração, pelo que o morgadio passou a uns primos, do lado de seu pai. Mas teve filhos bastardos em Maria da Silva, da freguesia de S. Marinha de Novegilde.

FILHOS

3.3.1.1.     (N) Alexandre de Paiva, nascido em Braga (Cividade), que aí tirou inquirições de genere [33] a 12.9.1691. 

3.3.1.2.     (N) Francisco Pereira Marinho, que casou em Braga com D. Teresa Clara Leite Machado, com geração conhecida.

3.3.2.   Francisco Pereira Marinho, abade de Quicaens, em Monte Longo, nascido em Braga (Souto), que ai tirou inquirições de genere [34] a 13.5.1686.

3.3.3.   Vasco Marinho Falcão, nascido em Braga (Souto), que ai tirou inquirições de genere [35] a 13.5.1686. Deixou um filho natural, havido em Antónia da Costa, solteira. 

FILHO

3.3.3.1.     (N) Diogo Pereira Marinho, nascido em Braga (S. Victor), que a 20.9.1730 ai tirou inquirições de genere .[36] Casou com D. Marqueza de Azevedo, com geração.

3.3.4.   Paulo Pereira Marinho

3.3.5.   D. Luísa, freira no convento dos Remédios, em Braga.

3.3.6.   D. Maria, freira no convento dos Remédios, em Braga.

3.3.7.   D. Angélica, freira no convento dos Remédios, em Braga.

3.3.8.   D. Francisca de Paiva Brandão, que casou com Miguel de Coimbra.

3.4.    Geraldo de Paiva Brandão, que segue no nº 4.

3.5.    (N) D. Ciência de Paiva, havida em Catarina Duarte, moça solteira da Cividade. Casou a 19.11.1640 em Adaúfe com José Antunes Tinoco, meirinho de Braga e notário apostólico, sendo pais do Rev. Diogo de Paiva, encomendado da igreja de Gualtar em 1687 e falecido a 1.12.1698 na casa da rua de D. Gualdim.

  

4.           Geraldo de Paiva Brandão, que já estava ordenado em 1668, vivendo primeiro na casa da rua do Alcaide, onde morava em 1659, e depois em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso), onde já estava em 1712. Foi bat. a 23.2.1632 em Braga (Cividade), sendo padrinhos o Padre Dr. Manuel Álvares Pinto, desembargador e juiz dos casamentos e abade de Maximinos, e Isabel Baptista, 2ª mulher de seu avô Gonçalo Rodrigues Bouro, cidadão. Faleceu a 1.11.1720 em Águas Santas (Póvoa de Lanhoso). Teve uma filha natural em Domingas Pereira, moça solteira, nascida cerca de 1660 em S. Martinho de Ferreiros.

FILHA

4.1.    (N) D. Luiza de Paiva Pereira Brandão, que segue no nº 5.

  

5.           D. Luiza de Paiva Pereira Brandão [37], nascida cerca de 1685, que quando casou vivia com seu pai em S. Martinho de Ferreiros (Póvoa de Lanhoso). Faleceu viúva com testamento [38] feito a 20.7.1763 na sua quinta de Baixetes, onde vivia, no qual mandou sepultar-se com seu marido no túmulo da igreja da Senhora-a-Branca, deixando obrigação de mais de 250 missas e deixando herdeiro universal seu filho Gabriel Luiz, nomeando no prazo de Baixetes seu neto Manuel, e no prazo do Outeiro sua neta D. Ana, ambos filhos do dito Gabriel. Casou a 14.12.1712 em Braga (S. Victor) com seu parente Diogo Luiz de Eroza [39], referido atrás no nº 1.2.3.1.2.3.4., cidadão de Braga, senhor das quintas de Baixetes, onde viveu e faleceu, e do Outeiro e dos Moinhos, todas em Stª Eulália de Tenões (Braga). Diogo Luiz de Eroza nasceu em Braga (Sé) cerca de 1670, e tirou aí inquirições de genere [40] a 7.2.1687. Nos paroquiais documentam-se vários caseiros e escravos de Diogo Luiz de Eroza. Fez testamento [41] em Braga a 15.9.1735, onde se mandou sepultar no seu túmulo na igreja da Senhora-a-Branca, em Braga (S. Victor), que ficava na capela-mor, junto à sacristia, onde já seus pais estavam sepultados. Diz que tem cinco filhos, que nomeia, pelo que os outros já tinham falecido, deixa obrigação de mais de 250 missas, a rezar nomeadamente em Atães e na Senhora-a-Branca, e nomeou testamenteiro e herdeiro do terço e dos prazos o filho Gabriel, ficando sua mulher como usufrutuária. Veio a falecer a 5.4.1746 na quinta de Baixetes, indo na verdade sepultar à capela da Senhora-a-Branca, tendo o filho Gabriel Luiz mandado fazer-lhe um ofício de 40 padres, com 240 missas, sendo o seu corpo acompanhado pelas irmandades da Purificação, de S. Pedro, de S. Braz e de Gualtar. Diogo Luiz de Eroza era filho de Cristóvão da Costa de Eroza, tabelião do público da cidade de Braga, etc., e de sua mulher Andreza da Costa, como já ficou dito.

FILHOS

5.1.    D. Joana de Paiva e Eroza, nascida a 14.11.1713 e bat. a 20 em Stª Eulália de Tenões, sendo padrinhos seu primo Alexandre de Paiva Marinho, sargento-mor de Braga, aí morador em S. João, freguesia da Sé, e sua prima D. Joana Leite de Paiva Brandão, moradora no Campo de S. Tiago (Cividade, Braga), filha de Alexandre de Paiva Brandão. Seu pai deixou em testamento disposições para que fosse freira, o que deve ter acontecido, pois já não consta no testamento da mãe.

5.2.    António, nascido a 23.2.1715 e bat. a 21, ib, sendo padrinhos António de Almada Portocarreiro, morador na sua quinta de Campelles, Extramuros de Braga, e D. Catarina Luiza de Gusmão, mulher de João Pereira do Lago, moradores em Braga. Faleceu sem geração antes de 1735.

5.3.    Francisco, nascido a 10.3.1717 e bat. a 15, ib, sendo padrinhos Francisco Ribeiro de Carvalho e sua mulher Águeda Tereza da Silva, moradores em Braga. Faleceu sem geração antes de 1735.

5.4.    Gabriel Luiz de Paiva Brandão, que segue no nº 6.

5.5.    D. Rosa de Paiva Pereira, bat. a 23.4.1720, ib, sendo padrinhos o Rev. Braz Cadima de Oliveira, abade de S. Pedro, e sua prima Rosa Maria, filha de Carlos da Fonseca Pereira e sua mulher Mariana da Costa, moradores em Braga, referidos acima. Seu pai deixou em testamento disposições para que fosse freira, o que deve ter acontecido, pois já não consta no testamento da mãe. Fal. solteira a 21.10.1739, sendo sepultada na capela da Senhora-a-Branca.

5.6.    Manuel Frutuoso de Paiva e Eroza, bat. a 22.4.1723, ib, sendo padrinhos o Doutor Manuel Gomes da Costa, morador em Braga, e D. Angélica de Paiva, mulher de Francisco Pereira (trata-se D. Angélica casada com Francisco Pereira Marinho, morgado do Paço de Stª Marinha de Novegilde, referidos acima). Foi testemunha António de Almada Portocarreiro. Seu pai deixou-lhe em testamento 700.000 réis para se ordenar, o que deve ter feito, pois já não consta no testamento da mãe.

5.7.    António Luiz Brandão, clérigo. Referido no testamento de seu pai depois de Gabriel e Manuel, pelo que não é o António referido acima. Seu pai deixou-lhe em testamento 600.000 réis para se ordenar, o que deve ter feito, pois já não consta no testamento da mãe.

  

6.           Gabriel Luiz de Paiva Brandão [42], cidadão de Braga, senhor da quinta de Baixetes, em Stª Eulália de Tenões (Braga), onde viveu e faleceu a 6.2.1793, sem testamento [43], bem como das quintas de S. Paio e dos Moinhos de Baixo, prazos em que sucedeu a seu pai. Nasceu a 13.4.1718 na quinta de Baixetes e foi baptizado a 17 em Tenões, sendo padrinho Gabriel de Araújo e Vasconcellos, morador em Braga, e sua prima Antónia Maria da Fonseca [44], solteira, filha de Carlos da Fonseca Pereira e sua mulher Mariana da Costa, moradores em Braga, referidos acima. Gabriel Luiz de Paiva Brandão e sua mulher, e vários parentes dela, habilitaram-se em 1771 à herança do tio dela Agostinho Ferreira do Couto, falecido no Rio de Janeiro em 1761.[44a] Casou a 8.10.1749, em S. Tiago de Esporões (Braga), com D. Custódia Rodrigues Ferreira da Maia, senhora da quinta do Pressal, ib, baptizada a 30.1.1723 em S. Tiago de Priscos (Braga) e falecida a 28.5.1799 na quinta de Baixetes, com testamento. Seus pais viviam na sua quinta do Pressal, embora no momento do seu nascimento estivessem em Priscos, como se diz no respectivo assento. Era irmã do doutor Narciso Ferreira do Couto, juiz de fora em Monção (20.1.1778), de João Ferreira do Couto, "lavrador rico que vive honradamente de suas fazendas" [45], referido adiante, e do capitão José Ferreira do Couto, que a 15.5.1788 tirou inquirições de genere em Braga [46], todos filhos de João Ferreira do Couto, senhor do casal do Crasto, em S. Tiago de Priscos, onde nasceu, e falecido a 31.8.1768 em S. Tiago de Esporões, também "lavrador rico que vive honradamente de suas fazendas" [47], e de sua mulher (casados a 14.3.1722, ib) Custódia Rodrigues Ferreira da Maia, senhora da quinta do Pressal, em S. Tiago de Esporões, onde nasceu a 2.4.1702 e faleceu a 30.8.1754; netos paternos de António Ferreira do Couto, senhor do casal do Crasto, em S. Tiago de Priscos, e de sua mulher Maria Martins, natural de S. Pedro de Escudeiros; e netos maternos de Pedro Francisco de Oliveira, nascido a 26.4.1673 em S. Tiago de Esporões e falecido a 22.11.1713, ib, e de sua mulher (casados a 19.3.1701, ib) Jerónima da Maia, senhora da dita quinta do Pressal, onde nasceu a 22.9.1676 e faleceu a 17.2.1744. Esta Jerónima era filha de João da Maia, senhor da dita quinta, onde nasceu a 1.5.1646 e faleceu a 28.7.1728, e de sua mulher Domingas Rodrigues Ferreira, falecida a a 5.2.1729, ib; neta paterna de outro João da Maia, senhor da dita quinta, onde nasceu a 25.12.1599 e faleceu a 4.2.1688, e de sua mulher Maria Gomes, falecida a 5.12.1697, ib; e bisneta de António Gonçalves Ribeiro, nascido a 16.9.1554 em S. Tiago de Esporões e falecido a 24.1.1643, ib. e de sua mulher Isabel da Maia, senhora da dita quinta, onde nasceu a 8.7.1574 e faleceu a 23.9.1658, que era filha de António Vieira, falecido a 12.5.1581, ib, e de sua mulher Francisca da Maia, senhora da dita quinta. Aquele António Gonçalves Ribeiro era filho do Dr. Pedro Gonçalves Ribeiro, fal. a 18.7.1582, ib, e de sua mulher Filipa Gonçalves, "a Doutora", fal. a 6.1.1611 em S. Tiago de Esporões.

FILHOS

6.1.    D. Ana de Paiva Pereira, nascida a 29.9.1750 em Stª Eulália de Tenões, sendo padrinhos de baptismo os avós maternos. A avó paterna deixa-lhe o prazo do Outeiro.

6.2.    D. Luiza de Paiva Pereira, nascida 29.12.1751 e bat. a 3 de Janeiro seguinte, ib, sendo padrinho Manuel Frutuoso, tio paterno, e Jerónima, tia materna.

6.3.    Manuel de Paiva Brandão, nascido a 20.1.1753 e bat. a 25, ib, sendo padrinhos o Rev. Beneficiado Manuel Rodrigues Mendes, que o baptizou, e D. Inez Tomásia da Cunha Ozorio, mulher de José Luiz de Mello, moradores no Campo de S. Tiago, em Braga. Sua avó deixa-lhe o prazo de Baixetes.

6.4.    D. Tereza Maria, nascida a 27.10.1756, sendo padrinhos o avô materno e Tereza Maria, moradora no Campo de Santa Ana, em Braga. Faleceu solteira a 20.9.1793, ib.

6.5.    D. Esperança, nascida a 22.1.1758 e bat. a 24, ib, sendo padrinhos o Rev. Manuel José da Cunha Ozorio, vigário de S. Salvador de Negreiros, que a baptizou, e sua tia materna Esperança, solteira.

6.6.    Diogo, nascido a 18.4.1760 e bat. a 20, ib, sendo padrinhos o Rev. Manuel José da Cunha Ozorio, vigário de S. Salvador de Negreiros, que a baptizou, e Maria Caetana, viúva moradora na rua da Fonte, em S. João do Souto (Braga).

6.7.    António Luiz de Paiva Pereira Brandão, que segue no nº 7.

6.8.    D. Maria, nascida a 21.5.1766 e bat. a 22, ib, sendo padrinhos António José de Barros do Amaral, morador em Nogueiros, e Maria Caetana da Assunção, moradora no Couto. Faleceu solteira a 25.7.1790. ib.

6.9.    D. Francisca, nascida a 23.5.1770 e bat. a 24, ib, sendo padrinhos seus tios maternos José Ferreira do Couto e sua irmã Maria Tereza, solteiros.

  

7.           António Luiz de Paiva Pereira Brandão, cidadão de Braga, capitão de Granadeiros do Regimento de Milícias de Braga (14.10.1809) nas guerras peninsulares, tendo sido antes tenente do Regimento de Milícias de Basto, etc. Viveu nas suas casas da rua da Ponte de Guimarães, em Braga (S. Lázaro), e do Campo dos Remédios, ib (S. João do Souto), e na sua quinta dos Carvalhos, em Stª Eulália de Tenões, tendo ainda sucedido na quinta do Pressal, em S. Tiago de Esporões. Nasceu a 22.3.1762 na quinta de Baixetes e foi baptizado a 20 de Abril seguinte, ib, sendo padrinho seu primo o Doutor António José Monteiro [48], morador no Campo de Santa Ana, em S. Lázaro, Braga. Faleceu a 11.05.1833 na dita sua casa do Campo dos Remédios, em Braga (Souto), que teve por sua mulher, com testamento feito a 7.5.1833, deixando por seus herdeiros todos os seus filhos, e nomeando sua mulher em todos os prazos que tinha. Casou a 15.9.1807 em Braga (S. Lázaro) com D. Joana Tereza Torres, nascida a 27.1.1793, ib (Souto) e falecida a 6.2.1864 em S. Paio de Pousada, onde vivia com sua filha e genro, na casa da Ombra, do lugar da Pena. Era filha [49] do Dr. João Marcos Torres [50], advogado dos Auditórios de Braga, morador no Campo dos Remédios, nascido em 1723, ib (Sé) e já falecido em 1813, que tirou inquirições de genere em Braga [51] a 21.11.1733, e de sua mulher D. Tereza Maria Antunes, nascida em S. Martinho de Carrazedo (Amares) e moradora no Campo dos Remédios; e neta paterna de António Ferreira Torres e sua mulher Marquesa Maria.

FILHOS

7.1.    D. Maria Angelina de Paiva Pereira Brandão, nascida a 4.3.1809 em Braga (S. Lázaro). Casou a 16.08.1837 em S. Jerónimo de Real com Guilherme José de Macedo Sá e Abreu, filho de Bento José de Macedo Sá e Abreu e sua mulher D. Ana Margarida Ferreira Lucas Sobral, moradores na sua quinta de Mós de Cima, em Stª Maria de Beiral do Lima, Ponte de Lima.

7.2.    D. Ana Júlia de Paiva Pereira Brandão, nascida a 13.5.1811, ib, sendo madrinha de bat. sua tia paterna D. Ana, e falecida a 18.07.1868, em S. Paio de Pousada. Casou a 1.5.1837 em Braga (Souto) com António da Silva Araújo, senhor da casa da Ombra, do lugar da Pena, em S. Paio de Pousada, filho de Manuel António da Silva Araújo e de sua mulher D. Maria Rosa Vieira, aí moradores.

7.3.    Gabriel Luiz de Paiva Brandão, que segue no nº 8.

7.4.    D. Maria Tereza, nascida na quinta do Pressal e bat. a 18.3.1815 em S. Tiago de Esporões.

7.5.    João, bat. a 2.10.1817, ib, sendo madrinha sua paterna tia D. Luiza.

7.6.    Francisco Xavier, bat. a 6.3.1820, ib.

7.7.    Joaquim Luiz de Paiva Brandão, nascido a 5.6.1822 em Braga, na Rua de São Lázaro, e falecido solteiro a 12. 1.1843 em S. João do Souto.

7.8.    Dr. Lourenço Luiz de Paiva Brandão Pereira, médico cirurgião, nascido a 4.9.1825 em Braga, na rua de S. Lázaro, e falecido a 24.1.1850, ib (Souto). Casou a 1ª vez a 17.2.1846 na vila de Barcelos com D. Mariana Emília Telles da Silva e Menezes [52], nascida a 8.12.1819 em Braga (Cividade), na rua do Alcaide, filha do Capitão José Telles da Silva e Menezes e sua mulher D. Rita Cândida Duarte, naturais de Braga (Cividade) e moradores em Barcelos. Com geração nuns Paiva Telles.

7.9.    D. Narcisa Cândida do Nascimento de Paiva Brandão, nascida a 20.12.1827, ib, e falecida solteira a 24.2.1852, ib (Souto).

7.10.  D. Engrácia Maria, nascida a 9.10.1829 em Braga (Souto), no Campo dos Remédios.

7.11.  D. Carolina Augusta de Paiva Brandão, nascida a 22.11.1833, ib, sendo madrinha de bat. sua irmã D. Ana Júlia, e falecida solteira  24.02.1852, ib.

  

8.           Gabriel Luiz de Paiva Brandão, alferes do Batalhão de Braga do Corpo dos Voluntários Realistas (16.11.1831), fez a guerra civil pelos miguelistas. Documenta-se geralmente como proprietário, sendo nomeadamente senhor da quinta do Pressal, em S. Tiago de Esporões, e da quinta dos Carvalhos, em Stª Eulália de Tenões. Nasceu em Braga (S. João do Souto), foi baptizado a 31.3.1813, ib (S. Lázaro), e faleceu a 18.8.1875 em Mouquim (Famalicão). Viveu também na sua quinta do Couto, em S. Martinho de Sande (Guimarães), e em 1874 vivia em Mouquim. Em 1885 seus herdeiros venderam em hasta pública quase todas as suas propriedades, entre elas a quinta do Pressal. Casou a 21.9.1837 em S. Martinho de Sande (Guimarães) com sua prima D. Ana Emília do Couto de Sampayo [53], nascida a 6.5.1819, ib, e falecida com testamento de 7.9.1881, senhora da quinta do Couto, em S. Martinho de Sande, que vendeu em Março de 1870. Era irmã, entre outros, de João Baptista de Sampayo, que tirou inquirições de genere em Braga [54] a 26.3.1832, ambos filhos de José Baptista de Sampayo, major de Infantaria, senhor da quinta da Carrapatosa, nascido a 9.1.1786 em Guimarães (Toural) e falecido a 7.7.1863 na dita sua quinta, e de sua mulher (casados a 15.4.1818 em S. Martinho de Sande) D. Ana Maria Ferreira do Couto, senhora da quinta do Couto, ib, nascida a 23.5.1792, ib, e falecida a 21.9.1852, em Guimarães, filha de João Ferreira do Couto, já referido acima, nascido a 28.12.1744 em Esporões (Braga), e de sua mulher (casados a 3.7.1780 em S. Martinho de Sande) Maria Tereza Marques Guimarães, senhora da quinta do Couto, em S. Martinho de Sande. O major José Baptista de Sampayo era irmão de Manuel Baptista de Sampayo Guimarães [55], cavaleiro fidalgo da Casa Real, com 1.600 réis de moradia (7.3.1853), cavaleiro da Ordem de Cristo (18.4.1826), cavaleiro (20.12.1825) e comendador (7.2.1853) da Ordem de Nª Sª da Conceição de Vila Viçosa, etc., e do cónego Dr. João Baptista Gonçalves de Sampayo, conselheiro de Estado (23.4.1855), cavaleiro (20.12.1825) e comendador da Ordem de Nª Sª da Conceição de Vila Viçosa, cavaleiro (13.11.1813) e comendador (16.4.1850) da Ordem de Cristo, cónego prebendado (16.1.1816) e chantre presidente (2.7.1840) da Real Colegiada de Guimarães, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, etc. Eram todos filhos de João Baptista Gonçalves, senhor da casa do Toural, em Guimarães (hoje o Hotel do Toural, nesta cidade), negociante do grosso trato nas províncias do Minho e Trás-os-Montes e em Espanha, que é referido como "negociante dos mais abastados, que vive honrada e limpamente" na inquirição de genere de seu neto, e de sua mulher Ana Beatriz Rosa de Sampayo, com quem casou 11.10.1772 em Guimarães (S. Paio) e por quem teve a dita casa do Toural, que aumentou e melhorou, a qual nasceu em 1750 em Guimarães e faleceu a 8.12.1824 na dita casa, sendo filha do Dr. João Caetano de Sampayo, licenciado em Leis pela Universidade de Coimbra e advogado em Guimarães, que foi para o Brasil, e de Josefa Maria da Maia, nascida em Guimarães (S. Sebastião), que em 1772 morava na rua da Arrochela, onde faleceu em 1808, e era senhora da dita casa do Toural. João Baptista Gonçalves era filho de Domingos Gonçalves, senhor do casal do Assento, em S. Martinho de Sande, aí baptizado a 6.11.1713, e de sua mulher (casados a 15.4.1735, ib) Catarina Peixoto, senhora da casal da Rocha, ib, nascida a 7.10.1719, ib, e falecida a 11.4.1779 em Guimarães, sendo esta filha de Jerónimo Lopes, senhor do dito casal da Rocha, onde faleceu a 9.1.1757, tendo nascido a 29.11.1692 no casal do Soutunho, e de sua mulher Rosário Peixoto, falecida a 23.5.1756 no dito casal da Rocha, que era filha de Gaspar Rebello Peixoto, senhor da quinta do Assento, em S. Paio de Figueiredo, onde faleceu a 2.7.1717, tendo nascido a 2.6.1652 em Montelongo (Fafe), e de sua mulher Bárbara Pereira. Gaspar Rebello Peixoto era filho Manuel Soares de Souza e de sua mulher (casados a 3.10.1641 em Montelongo) Isabel Rebello Peixoto, baptizada a 3.5.1610 em Stª Santa Eulália de Fafe; neto paterno do Dr. Gaspar Soares de Bettencourt e de Maria Dias, moça solteira de Guimarães; e neto materno de Francisco Rebello de Freitas, senhor da quinta de Crespos, em Arões (S. Romão), baptizado a 31.12.1579, ib, e falecido a 24.3.1648 em Montelongo, e de sua mulher (casados a 16.3.1606 em Guimarães, Nª Sª da Oliveira), Ana de Cea (filha de Gaspar de Cea ou Seia, rico cristão-novo, mestre alfaiate em Guimarães, com artífices que para ele trabalhavam, que a 21.12.1575 foi preso pela Inquisição de Coimbra, acusado de proposições heréticas, sendo solto com auto de fé e segredo a 21.10.1576, voltando a ser preso a 12.11.1623, acusado de judaísmo, falecendo a 9.6.1626 nos cárceres da Inquisição, enquanto decorria o julgamento). O antedito Dr. Gaspar Soares de Bettencourt foi advogado em Guimarães, tendo tido de D. Filipe II carta para advogar (CFII, 2, 134v). Numa certidão feita em Guimarães a 30.12.1581, foram testemunhas "G.ar Soares filho de M.ell Soares t.am" e "a Sn.ra Isabel Sodré molher de Mell Soares por a coall assinou seu filho sobredito todos moradores nesta villa aqui assinaram". Documenta-se, assim, que o Dr. Gaspar Soares de Bettencourt era filho de Manuel Soares de Bettencourt, cavaleiro fidalgo, tabelião de Guimarães, senhor da quinta do Assento, em S. Paio de Figueiredo, etc., e de sua mulher Isabel Sodré. O antedito Francisco Rebello de Freitas documenta-se filho de Jerónimo Rebello, falecido a 29.2.1616 na quinta de Crespos, em Arões, e de sua mulher Ângela de Freitas, aí falecida viúva a 15.10.1627. Alão refere este casal, não dando a filiação de Jerónimo Rebello, mas dizendo que sua mulher Ângela de Freitas era filha natural de Gaspar de Abreu Golias, o Mandioca, e de Maria de Freitas, uma "mulher honrada" da freguesia de Arões, junto a Guimarães, da quinta de Crespos, filha de Pedro de Freitas, abade de St° Adrião, o qual foi também pai de Álvaro de Freitas e avô de Pedro de Freitas, meirinho da correição de Guimarães. Já a genealogia manuscrita do Padre Torcato Peixoto de Azevedo, existente na Sociedade Martins Sarmento, diz que Gaspar de Abreu casou com sua parente Maria de Freitas, moradora na quinta de Crespos, freguesia de S. Romão de Arões, filha de Pedro de Freitas, abade de Stº Adrião, e foram pais de António de Freitas casado na vila da Castanheira com filhos, e de Águeda de Freitas, casada com Jerónimo Rebello, sendo estes pais de Helena Rebello, que casou em Basto com Rui Villela de Souza, gentil-homem do conde de Basto, de quem teve filhos, e de Francisco Rebello de Freitas, que viveu em Fafe e casou com Ana de Cea, tendo duas filhas: Catarina Rebello, solteira (deve tratar-se da Jerónima, bat. a 12.7.1608 em Stª Eulália de Fafe), e Isabel Rebello (que ficou referida acima, casada com Manuel Soares de Souza). Segundo Gaio, Pedro de Freitas Peixoto foi abade de Stº Adrião de Vilela depois de viúvo e sucedeu aos irmãos na quinta de Crespos e nos padroados das igrejas de S. Romão e S. Cristina de Arões, tendo antes de se ordenar casado com Madalena (ou Margarida) Fernandes de Almeida (dos da Rua Escura, em Guimarães), e era filho de Mendo Afonso Peixoto e sua mulher Inez Pires de Freitas, sendo esta filha de Pedro Vasques Moreira, senhor do padroado das igrejas de S. Romão e S. Cristina de Arões, e de sua mulher Maria Afonso de Freitas, neta paterna de Diogo Gonçalves de Freitas, almoxarife de Guimarães, do tronco desta linhagem. O antedito Gaspar de Abreu Golias, o Mandioca, documenta-se em Guimarães, a 22.10.1573, num instrumento de quitação a Rui Morgade, rendeiro que foi da igreja de Stª Olaia de Feramontaos, feito por Gaspar de Abreu em nome de sua irmã, tendo nas pousadas do tabelião aparecido Gaspar de Abreu, irmão de Florença de Abreu, viúva de Francisco Borges, que tivera da mão do arcipreste da Colegiada o arrendamento da dita igreja de Santa Olaia de Feramontaos. E a 4.5.1577, documenta-se também num instrumento de obrigação e fiança, em que "nas pousadas do tabelião apareceu Salvador Álvares mercador e morador em Vila do Conde e por ele foi dito que ele apresentara um sentença de (…) ao Senhor Domingos Borges da Costa c.or nesta comarca de Guimarães para que lhe fossem entregues 55 mil reis que estavam na mão de Marcos Fernandes mercador morador nesta vila que eram de Gaspar d’Abreu Golias condenado por a dita sentença que ele corregedor ha mandara comprir e mandara que o dito dinheiro fosse trazido junto ha ele ho qual logo ho dito Marcos Gonçalves trouxera e se depositara em mão de Paulo de Sá Peixoto morador nesta vila por o dito Gaspar d’Abreu vir com embargos a ser o dito dinheiro entregue a ele Salvador Álvares q haja espritura". Diz Alão que este Gaspar de Abreu Golias era filho de Águeda Gomes Golias (devia na verdade chamar-se Águeda de Abreu Golias, com ou sem o patronímico) e de seu marido, que não nomeia, que era criado do pai dela. Gaio também diz que esta Águeda "casou por amores" com um criado de seu pai, chamado António Fernandes, acrescentando depois outras hipóteses inverosímeis. Já o antedito Padre Torcato Peixoto de Azevedo dá (erradamente, como se vê pela cronologia) Gaspar de Abreu (Golias) como filho dos que Alão e Gaio dizem ser seus avós maternos, Gomes Gonçalves de Abreu, que Alão não filia e diz que foi "um cavaleiro muito honrado de Guimarães" e era irmão do provincial da Trindade, e sua mulher Catarina Anes do Vale. Esta Catarina, nascida cerca de 1474, era filha de João Afonso Golias, juiz das sisas de Guimarães até 1490, senhor da casa de Torrados, etc., e de sua 2ª mulher Isabel Vasques do Vale, já acima referidos; e neta de João Afonso Ribeiro, o Golias, vassalo de D. João I, senhor da casa de Torrados, que viveu em Guimarães, onde parece que já era tabelião em 1379, e de sua mulher Isabel Dias do Canto ou do Couto.
FILHOS

8.1.    D. Emília, nascida a 10.8.1838 na quinta do Couto e falecida solteira em vida de sua mãe.

8.2.    D. Maria Antónia de Paiva Baptista, nascida a 28.11.1839 em Braga (S. João do Souto), proprietária, moradora na quinta do Couto em 1874 e moradora solteira em Valbom em 1911.

8.3.    João Baptista de Paiva Brandão, nascido a 3.9.1841 na quinta do Couto. Ainda vivia em 1881.

8.4.    António Luiz de Paiva do Couto, proprietário, morador na rua da Ponte, em S. Lázaro (Braga), nascido a 23.12.1843 na quinta do Couto e falecido depois de 1874. Casou a 21.11.1870 em Stª Leocádia de Briteiros (Guimarães) com D. Luiza Augusta Barbosa, filha de Domingos Barbosa Machado e sua mulher D. Luiza Joaquina de Gouveia.

FILHOS

8.4.1.   D. Sofia Barbosa de Paiva do Couto, nascida a 23.3.1873 em Braga (S. Lázaro).

8.4.2.   Alfredo de Paiva Brandão, nascido a 2.6.1874, ib.

8.5.    D. Maria da Oliveira de Paiva Brandão Baptista, que segue no nº 9.

8.6.    D. Iria Ferreira de Paiva, nascida a 28.1.1847 na quinta do Couto e falecida a 17.1.1937 em S. Vicente do Penso (Braga). Casou em Abril de 1875 na Sé de Braga com Luiz António de Carvalho, nascido em Braga (S. Pedro d’Este).

8.7.    D. Ana Iria de Paiva Ferreira, professora régia em S. Vicente do Penso (Braga), nascida em Junho de 1850 em S. Martinho de Sande. Casou a 27.12.1880 na Sé de Braga com António Francisco Martins, professor primário em S. Vicente do Penso, nascido em Fafe e falecido a 1.5.1882 em S. Vicente do Penso.   

  

9.           D. Maria da Oliveira de Paiva Brandão Baptista, nascida a 9.2.1846, Guimarães (Stª Mª da Oliveira) e falecida em Valbom (Gondomar). Casou a 12.1.1874 na Sé de Braga com António Rodrigues Leitão, rico negociante no Porto e morador na sua casa do Largo de Fonte Pedrinha, em Valbom (Gondomar), baptizado a 16.3.1851, em S. Tiago de Sande (Lamego), filho de Basílio Rodrigues Leitão, aí proprietário agrícola, e de sua mulher Jerónima do Nascimento Pereira; neto paterno de José Rodrigues Leitão e sua mulher Ana da Costa; e neto materno de António Ferreira e sua mulher Margarida Pereira, todos moradores em S. Tiago de Sande. António Rodrigues Leitão era sobrinho do Dr. António Rodrigues Leitão, cirurgião-mor do Exército, um dos oficiais realistas que passaram para os liberais e ficaram ao seu serviço, pelo que foram excluídos das escalas, por ordens de 21.12.1833 e 23.3.1834.

FILHOS

9.1.    D. Laurinda Rodrigues Baptista Leitão, que sucedeu na casa de Fonte Pedrinha, onde nasceu, sendo bat. a 1.12.1874 no Porto (Stº Ildefonso), falecida a 24.12.1950 na dita casa. Casou a 28.1.1911, ib, com Álvaro Ribeiro Lopes, empresário, nascido 28.3.1889 em Valbom e falecido a 20.12.1950, ib, filho de Serafim Ferreira Martins Lopes, empresário, e de sua mulher (casados a 30.4.1877, ib) Antónia da Costa Pinto Ribeiro, proprietária; neto paterno de José Ferreira Martins de França [56], empresário, e de sua mulher (casados a 19.2.1846, em S. Cosme) Rosa Lopes Martins Cardoso [57]; neto materno de Joaquim Pinto Ribeiro, proprietário, nascido em 1819 e falecido a 19.6.1893 em Valbom, e de sua mulher Quitéria da Costa. C.g.

9.2.    António Rodrigues Leitão, referido como solteiro, proprietário, no casamento de sua irmã em 1911. Faleceu solteiro.

 

Porto 2006  


Notas


[1] Vide Domingos de Araújo Affonso, "Da verdadeira origem de algumas famílias ilustres de Braga e seu termo", (Paiva Brandão), separata da revista "Bracara Augusta", vols. XXII (fascs. 63-66), Braga, 1968.

[2] Paivas, §2.

[3] Vide "Ascendências Visienses, Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVI", Porto 2004, de Manuel Abranches de Soveral, Volume II, pag. 299.

[4] PL, Vol I, pag. 119.

[5] Vide Gaio, Coutinhos, §155.

[6] ADB, Nota Geral.

[7] ADB, Nota de António Bravo.

[8] ADB, Nota de Manuel de Lemos.

[9] ADB, Livro de Prazos da Mitra.

[10] Casado com D. Leonor de Brito e pais, entre outros, do Dr. Sebastão Parvi de Brito. Vide os meus estudos Leitão. Linha ascendente dos senhores do paço da Torre de Figueiredo das Donas e Argollo Uma família brasileira de 1500.

[11] Cunhas, §67, nº 3.

[12] Vide, do autor, "Portocarreros do Palácio da Bandeirinha", Porto 1997, "Ascendências Visienses. Ensaio Genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVI", Porto 2004, e "Os Portocarreiro ou Portocarrero. Estudo complementar".

[12a] Os paroquiais de Barcelos só começam em 1613.

[13] A sua naturalidade na quinta das Larangeiras documenta-se na IG do neto. Mas os paroquiais da freguesia de Maximinos só começam em 1615, e o seu baptismo não consta, pelo que nasceu antes desta data.

[14] O casamento não aparece nas freguesias da cidade de Braga nem em Tenões. Se foi na freguesia de Garfe, concelho de Póvoa de Lanhoso, é impossível saber, uma vez que os respectivos livros paroquiais só começam em 1651.

[15] Casou a 1ª vez a 14.2.1621 em S. João do Souto com Maria Vaz (de Freitas), fal. a 20.12.1627, ib, sendo sepultada na Misericódia, filha de Francisco Vaz, cidadão de Braga, e de sua mulher Filipa Fernandes de Freitas. Tiveram uma filha, Maria, b. a a 26.12.1621, sendo padrinho Antonio Raposo, camareiro do arcebispo D. Afonso Furtado de Mendonça. Cristóvão da Costa de Eroza era irmão de Jerónima da Costa e Eroza, casada com Inácio Fernandes, cidadão e escrivão de Braga, moradores na Rua de D. Gualdim, onde ela fal. a 23.6.1665, sendo sepultada na Misericórdia, onde tinha túmulo, dizendo o óbito que teve sinal na Sé e muitas tangidas e corrida, com pobres com tochas acesas.

[15a] Consta no assento de casamento como Cristóvão da Costa de Eroza e no óbito como Cristóvão da Costa E Aroza. O nome da linhagem, medieval, é "de Eroza" e assim os próprios assinavam. Mas terceiros escreviam no nome de formas diversas: Eroza, Erosa e Arosa. O nome deriva da honra de Eroza, na paróquia de Stª Marinha da Eroza (Guimarães), nome que a freguesia mantinha no séc. XVII, passando no XVIII a escrever-se Aroza e hoje se escreve Arosa.

[15b] Andreza da Costa ainda vivia a 4.9.1690 e já consta como falecida a 4.10.1691. Contudo, o seu óbito não consta na freguesia de S. Victor. Sendo certo que foi sepultada a igreja ou capela da Senhora-a-Branca, em túmulo que ficava na capela-mor, que como diz seu filho, que possuía esse túmulo, onde os pais estavam sepultados e onde também se mandou sepultar.

[16] Consta como fidalgo da Casa d’el rei numa escritura de 18.12.1577 – ADB, Nota Geral.

[17] ADB, Nota de Sebastião António de Barros e Silva.

[18] Vide Gaio, Barros, §43. Filha de Afonso Pequeno Chaves e sua mulher Maria de Barros, sendo esta irmã de Jorge de Barros, que tirou ordens menores em Braga a 12.3.1502 (fls. 202), onde consta como filho de Gonçalo de Barros, tabelião, e de sua mulher Isabel Vaz, aí moradores na freguesia da Cividadade. Portanto, chamou-se Gonçalo e não Rodrigo de Barros, como diz Gaio. A sua mulher, a que Gaio chama Isabel Vaz de Macedo, era filha natural de Martim de Rebello, comendatário do mosteiro do Souto, no termo de Guimarães, havida certamente numa (Isabel) Vaz. Aquele Gonçalo de Barros, que terá nascido cerca de 1463 e em 1502 era tabelião de Braga, era filho de Filipa de Barros e seu 3º marido, o galego Rodrigo Álvares (de Araújo), que as genealogias dão como 2º marido, mas a cronologia obriga a que fosse o 3º. Alão não nomeia este marido de Filipa de Barros, dizendo apenas que era galego. Gaio hesita em chamar-lhe João Alvares de Araújo ou Rodrigo Álvares de Araújo. No meu livro "Ascendências Visienses. Ensaio Genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XV a XVI", Porto 2004 (Volume I, pag. 279), segui João Álvares de Araújo, mas estou agora convencido que de facto se chamou Rodrigo Álvares e se trata do homónimo que foi morto por seus primos em 1468. Com efeito, a 10.5.1468 D. Afonso V doou a Fernão de Lima, fidalgo da sua Casa, todos os direitos e bens que pertenceram a Paio Rodrigues de Araújo e a Lopo de Araújo, que os perderam por terem morto Rodrigo Álvares, escudeiro, morador em Pousada, terra da Nóbrega, Gonçalo Álvares e outros homens, e por terem fugido para o senhorio da Galiza. Deste Rodrigo Álvares diz Gaio que era irmão um Diogo Rodrigues de Araújo que foi alcaide-mor de Guimarães. Mas não existe nenhum alcaide de Guimarães com este nome, sendo que nesta alcaidaria serviu então Fernão Pereira e depois Fernão de Lima. No entanto documento um Diogo Rodrigues que a 30.12.1486 foi coudel de Guimarães e a 5.1.1487 foi vedor em Guimarães, que deve ser o que Gaio refere. Segundo a generalidade das genealogias, Rodrigo Álvares era filho do galego Álvaro Rodrigues de Cadorniga, senhor de Mugueimes (Ourense), e de sua mulher Beatriz de Araújo, filha de Pedro Anes de Araújo, senhor de Lobios (Ourense). Afonso Pequeno Chaves, nascido cerca de 1488, era filho de Afonso Pequeno, cavaleiro fidalgo do duque de Bragança e seu copeiro, procurador da comarca de Trás-os-Montes (28.10.1484), etc., e sua mulher Inez Pires Leite; neto paterno de Lopo Pequeno e materno de Pedro Esteves da Roda de Chaves, escudeiro fidalgo, falecido em 1440, 4º morgado da Albergaria de Stª Catarina, em Chaves (1406), e de sua mulher Betaça Afonso Leite. Aquele Lopo Pequeno foi colaço do marquês de Valença e era filho de Nuno Pequeno, amo do dito marquês. Devia ser irmão de Gonçalo Pequeno, morador em Montenegro, a quem a 16.7.1455 D. Afonso V privilegiou, a pedido do duque de Bragança, concedendo-lhe todos os direitos, privilégios, honras, liberdades e franquezas que têm os vassalos régios aposentados.  

[19] Vide Gaio, Barros, §43.

[20] ADB, Livro das Matrículas de 1588, f. 551.

[21] ADB, Nota Geral.

[22] Vide Domingos de Araújo Affonso, "Da verdadeira origem de algumas famílias ilustres de Braga e seu termo" (Vieiras Cabrais), separata da revista "Bracara Augusta".

[23] É assim referido na IG de seu neto o Doutor Francisco de Paiva Brandão.

[24] ADB, Nota Geral.

[25] Maria de Andrade vem como "irmã do arcediago" na IG de seu neto o Doutor Francisco de Paiva Brandão, vigário-geral de Chaves.

[26] Era filho de António Bouro ou do Bouro, que viveu em S. Marcos (Braga) e foi criado de António de Oliveira, cónego da Sé de Coimbra, e de sua mulher Branca Dias. Esta Branca Dias tinha o prazo de umas casas em S. João do Souto, cujos direitos vendeu a Jorge de Abreu, que dele teve renovação a 14.10.1546, como informa Gaio (Bouros). Dado que o nome Abreu aparece na sua descendência, é provável que Branca Dias fosse Abreu e parente do dito Jorge de Abreu.  

[27] Vide "Ascendências Visienses, Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVI", Porto 2004, de Manuel Abranches de Soveral, Volume II, pag. 215.

[28] ADB, Nota Geral.

[29] Quando casou morava em Braga, no Campo dos Remédios, na casa de seu avô (materno) Salvador de Magalhães Machado, que por testamento de 2.10.1646 lhe deixou um conto de réis em dinheiro, a quinta da Quintã em S. Martinho de Ferreiros, o casal dos Pombais das Tábuas Vermelhas de Guimarães, etc.

[30] ADB, Inquirições de genere, proc. 295.

[31] ADB, Nota Geral.

[32] Vide "Antigas Casas e Famílias do Concelho da Póvoa de Lanhoso III - Casa do Pomar", 2001, de Luís Velloso Ferreira.

[33] ADB, IG, proc. 378.

[34] ADB, IG, proc. 7756.

[35] ADB, IG, proc. 7756.

[36] ADB, IG, proc. 7756.

[37] A última referida por Gaio nesta linha. Vide Gaio, Barros, §69, nº 12.

[38] ADB, Testamentos da Provedoria, 6.860. Manda sepultar-se com seu marido no túmulo na igreja da Senhora-a-Branca, deixa obrigação de mais de 250 missas e deixa herdeiro universal seu filho Gabriel Luiz, nomeando no prazo de Baixetes seu neto Manuel, no prazo do Outeiro sua neta D. Ana, ambos filhos do dito Gabriel.

[39] Gaio, Cunhas, §67.

[40] ADB, IG, proc. 33081.

[41] ADB, Testamentos da Provedoria, 6.406. Declara ser casado com D. Luiza de Paiva Pereira e terem 5 filhos (Gabriel de Paiva e Eroza, Manuel Frutuoso de Paiva e Eroza, António Luiz Brandão, D. Joana de Paiva e Eroza e D. Rosa de Paiva Pereira). Deixa a Gabriel a terça, o seu prazo de S. Paio com todas as suas pertenças que estão no Monte das Laceiras, foreiro ao abade de Tenões, o prazo dos Moinhos de Baixo, que comprara a António de Almada Portocarreiro, e a quinta de Baixetes, em que vive, que é herdada dízimo de Deus, ficando a mulher como usufrutuária. Manda que as filhas vão para religiosas, encarregando Gabriel de as prover com o necessário, e deixa 600.000 reais para dar aos outros filhos (e mais 100.000 para Manuel), mas só no caso de entrarem na vida religiosa.

[42] Aparece também como Gabriel Luiz de Eroza e Paiva e Gabriel de Paiva e Eroza, sendo com este último nome que consta no testamento de seu pai.

[43] Começou a fazer testamento mas não chegou a acabá-lo.

[44] Casou a 11.1.1723 como Antónia Maria de Eroza Pereira da Fonseca, conforme ficou dito acima.

[44a] Feitos Findos, Juízo da Índia e Mina, Justificações Ultramarinas, Brasil, M. 42, nº 11.

[45] IG (26.3.1832) do neto João Baptista de Sampayo - ADB, IG, proc. 26505.

[46] ADB, IG, proc. 24159.

[47] IG (26.3.1832) do bisneto João Baptista de Sampayo - ADB, IG, proc. 26505.

[48] O Dr. António José Monteiro Pereira de Andrade era neto de Mariana da Costa, referida no nº 1.2.3.1.2.3.3., irmã de Diogo Luiz de Eroza.

[49] Filha natural, que tinha sido legitimada pelo casamento dos pais em 1802.

[50] Referido nas "Memórias Particulares de José Inácio Peixoto" quando dá "Noticia das familias de [apagado] no anno de 1797 que tinhão nobreza conhecida e das que principiavão a gosar de estado de nobreza, seguindo a situação das suas cazas", dizendo-o morador no Campo dos Remédios.

[51] ADB, IG, proc. 21032. Era irmão de António José Torres, também com inquirições de genere em Braga, a 13.3.1732 (proc. 4578).

[52] Casou a 2ª vez a 24.4.1854 em Braga-Souto, com Joaquim Alexandre de Souza, sargento do Regimento de Infantaria Nº 8.

[53] Também aparece como D. Ana Emília Baptista de Sampayo.

[54] ADB, IG, proc. 26505.

[55] Nascido a 4.5.1788 em S. Sebastião (Guimarães), falecido a 16.2.1859, e casado a 5.6.1811 em Guimarães (S. Paio) com D. Francisca Emília Pereira Teixeira (1787-1843). Destes foi filho, entre outros, João Baptista de Sampayo, nascido a 16.7.1816 e falecido em 1885, fidalgo da Casa Real (21.3.1853), casado com D. Emília Augusta Gonçalves Dias, sendo destes filho Manuel Baptista de Sampayo, nascido em Guimarães (S. Paio) em 1856 e falecido em 1914, que casou com D. Madalena Carolina Peixoto de Bourbon, nascida em Azurém, São Pedro, com geração nos Bourbon de Sampaio e nos Sampaio de Bourbon, nos Macedo de Menezes (Margaride), nos Pereira de Moraes (viscondes de Moraes), etc.

[56] Filho de Agostinho Ferreira Martins de Castro, co-senhor da quinta de Lodeiro, em S. Pedro da Cova, onde n. a 9.7.1784, e de sua mulher e parente (casados a 23.10.1811, ib) Antónia Martins de França, co-senhora da quinta de Lodeiro, onde n. a 26.5.1787; neto paterno de Manuel Ferreira, co-senhor da dita quinta, onde n. a 21.11.1756, e de sua mulher (casados a 26.8.1781, ib) Maria Martins de Castro, n. a 15.1.1760, ib; e neto materno de Manuel Martins de França, co-senhor da dita quinta, onde n. a 19.8.1755, e sua mulher (casados em 1785 em Stª Cruz de Jovim) Custódia Álvares da Cruz, sobrinha do Padre Licenciado José Álvares da Cruz. Este Manuel Martins de França era filho de Manuel de França, n. a 19.12.1728, ib, e de sua 1ª mulher (casados a 7.7.1754, ib) Águeda Jorge de Castro, co-senhora da quinta de Lodeiro, onde n. a 5.7.1730, sendo esta irmã do Padre Manuel Martins de Castro, ambos filhos de Manuel Martins, bat. a 8.10.1684, ib, co-senhor da quinta de Lodeiro, e de sua mulher e prima (casados a 25.9.1725 em S. Cosme de Gondomar, com dispensa no 4º grau de consanguinidade) Águeda Jorge de Castro, bat. a 19.3.1690 em S. Cosme. Esta Águeda era irmã de André Álvares de Castro, cavaleiro fidalgo da Casa Real (2.9.1749), e de Manuel Álvares de Castro e Araújo, bat. a 2.5.1692, ib, que esteve no Brasil, onde enriqueceu muito, e foi sargento-mor da Ordenança do Porto (12.2.1736), cavaleiro da Ordem de Cristo (5.9.1743), cavaleiro fidalgo da Casa Real (10.4.1743), familiar do Stº Ofº (18.3.1737) e fidalgo de cota de armas, para Castro (16.2.1736), senhor da casa armoriada na rua Chã, no Porto, com geração nos barões de Lages, - todos filhos de André Jorge de Castro, bat. a 15.6.1659, ib, e já fal. em 1721, senhor da quinta do Vilar, em S. Corme de Gondomar, e de sua mulher (casados a 23.8.1687, ib, dispensados no 3º grau de consanguinidade) Catarina Jorge de Castro, bat. a 18.12.1660, ib (irmã do Padre Manuel da Costa e Castro, abade de S. Pedro da Cova); netos paternos de Ambrósio Jorge de Castro, morador no assento da igreja de S. Cosme de Gondomar, onde fal antes de 1687, e de sua mulher e prima (casados a 22.6.1646, ib, dispensados no 4º grau de consanguinidade) Maria Tomé de Araújo, n. ib; e netos maternos de André Jorge de Castro, senhor da dita quinta do Vilar, onde n. em 1632, e de sua mulher e prima (casados a 15.8.1661, ib, dispensados no 4º grau de consanguinidade) Isabel João de Castro, bap. a 24.2.1631, ib. A 25 de Maio do mesmo ano de 1661, ib, casou Pantaleão João, bat. a 15.8.1633, ib, irmão da antedita Isabel João de Castro, que foi recebedor das sisas do concelho de Gondomar (17.8.1663) e senhor da quinta de Bouça Cova, em S. Cosme, com Catarina Jorge de Castro, fal. a 22.6.1663, ib, irmã deste último André Jorge de Castro, sendo também dispensados no 4º grau de consanguinidade. Este André Jorge de Castro e sua irmã Catarina Jorge de Castro eram filhos de Domingos Jorge da Costa, senhor da dita quinta do Vilar, e sua mulher (casados a 28.4.1630, ib) Domingas Martins de Castro, bat. a 16.9.1601, ib; netos paternos de António Jorge da Costa, morador em Vilar, n. cerca de 1575 e fal. em em finais de 1629 ou início de 1630, e de sua mulher (casados cerca de 1591) Catarina João, fal. a 14.7.1658, ib; e netos maternos de Bento Martins de Castro, também morador em Vilar, n. cerca de 1567 em S. Salvador de Fânzeres e fal. a 12.2.1634 em S. Cosme de Gondomar, e de sua mulher (casados a 6.2.1592, ib) Maria João, fal. a 11.4.1630, ib. Pantaleão João e sua irmã Isabel João de Castro eram filhos de Isidoro João da Cruz, bat. a 23.4.1601, ib, senhor da quinta de Bouça Cova, e de sua mulher (casados a 3.5.1626, ib) Maria Tomé de Castro; netos paternos de Pedro João, morador em Vilar, fal. a 18.10.1625, ib, e sua mulher (casados cerca de 1591, ib) Maria João, fal. a 12.10.1625, ib (um destes deve ser filho de João Tomé e sua mulher Isabel Antónia, moradores em Bouça Cova); e netos maternos de Domingos Tomé, senhor do casal de Ramalde, ib, n. cerca de 1568 e fal. 28.4.1643, ib, e de sua mulher (casados cerca de 1591) Maria Martins de Castro, n. cerca de 1570 e fal. a 28.1.1644, ib.

Este Domingos Tomé e sua mulher Maria Martins tiveram pelo menos 12 filhos, baptizados entre 1592 e 1611, entre eles duas filhas chamadas Maria Tomé, a casada em 1626 com Isidoro João e outra, certamente a bat. a 20.2.1598, ib, que foi a 1ª mulher (casados a 20.6.1617, ib) de Gonçalo Jorge da Costa, morador no assento da igreja de S. Cosme de Gondomar (irmão de João Pereira, ambos filhos Pedro André e sua mulher Verónica Gonçalves da Costa, casados a 27.2.1595, ib), sendo pais do antedito Ambrósio Jorge de Castro, como se comprova nos respectivos assentos de casamento. Este Ambrósio Jorge de Castro e sua mulher Maria Tomé de Araújo foram também pais de Maria Tomé de Castro casada com Tomé João Vieira (avós paternos de Matias Álvares Vieira de Castro, n. em Gondomar, sargento-mor de S. Paulo (Brasil), que a 27.7.1748 teve carta de armas para Vieira e Castro, e de seu irmão João Álvares Vieira de Castro, morador em Minas de Goiazes (Brasil), que na mesma data teve carta de armas igual), e de Isabel Tomé de Castro que casou com Filipe Alves Fontes, n. em Gondomar, que em 1702 era irmão benemérito da Misericórdia da Baía, sendo nomeadamente pais de João Alves Fontes, n. S. Cosme de Gondomar, familiar do Stº Ofº a 14.8.1730, sendo então homem de negócios em Minas Gerais.

Daquele Pantaleão João e sua mulher Catarina Jorge de Castro foi filha única Maria João de Castro, n. a 3 e bat. a 7.3.1661, ib, senhora da quinta da Bouça Cova, que casou a 23.8.1690, ib, com seu primo (dispensados nos 3º e 4º graus de consanguinidade) João Tomé, filho de Pedro Miguel e sua mulher Maria João, moradores em de São Miguel de Baixo. Destes foram filhos o Capitão José de Castro Pereira, cavaleiro da Ordem de Cristo, familiar do Stº Ofº (18.6.1742), senhor da quinta da Bouça Cova, etc., com geração nos Brito e Cunha, e do Dr. Simão de Castro Passos, cavaleiro da Ordem de Cristo, abade de S. Tomé de Bitarães, desembargador e promotor da Mesa Eclesiástica do bispado de Coimbra, comissário do Stº Ofº, etc.

A Maria Martins de Castro que ficou acima (casada com Manuel Ferreira) era dos mesmos, pois era filha de Manuel Martins de França, n. a 23.3.1730, senhor da quinta do Casal, em Tardariz (S. Pedro da Cova), e de sua mulher (casado a 27.7.1755 em S. Cosme de Gondomar) Helena de Castro, bat. a 18.3.1725, ib, sendo esta filha de Bartolomeu João de Castro, b. a 30.8.1679, ib, e de sua mulher (casados em 1708 em S. Salvador de Fânzeres) Maria João, e neta paterna de Bartolomeu João e sua mulher (casados a 7.2.1664 em S. Cosme) Isabel João de Castro, sendo esta filha de Isidoro de Castro, senhor do casal do Vinhal, em Vila Nova de Baixo (S. Cosme), onde fal. a 16.11.1662, e de sua 2ª mulher (casados a 21.4.1625, ib) Luzia André, b. a 8.8.1605, ib, sendo este Isidoro filho de Gonçalo Gonçalves de Quintãs, ib, e sua mulher Domingas Benta Gonçalves. Por sua vez, o antedito Manuel Ferreira (casado com Maria Martins) também descendia dos mesmos, pois era filho de outro Manuel Ferreira, bat. a 18.2.1728 em S. Pedro da Cova, e de sua mulher (casados a 29.2.1756, ib) Antónia de Oliveira, n. a 11.6.1719, ib, sendo esta filha de Matias João, n. a 3.12.1667, ib, e de sua mulher (casados em 1709, ib) Isabel de Oliveira, bat. a 3.11.1682, ib, sendo esta filha de Bartolomeu Martins de Castro e sua mulher (casados em 1657 no Porto, S. Nicolau) Isabel de Oliveira, n. ib cerca de 1640 e fal. a 23.11.1698 em S. Pedo da Cova, irmã do Padre Manuel Dias de Oliveira. Este Bartolomeu Martins de Castro, bat. a 17.2.1619, ib, e fal. a 7.5.1689, ib, era filho de Gaspar Martins de Castro, n. cerca de 1572, ib, e de sua mulher Isabel João, fal. a 2.2.1633, ib; e neto paterno de outro Gaspar Martins de Castro, n. cerca de 1545, ib, e fal. a 13.3.1610, ib, e de sua mulher Inez Marques (Marcos), fal. a 15.4.1605, ib.

O antedito Padre Manuel da Costa e Castro, abade de S. Pedro da Cova, que primeiro usou apenas Manuel de Castro, era irmão (além da já referida Catarina Jorge de Castro casada com André Jorge de Castro) de Maria, gémea desta Catarina, de um Jorge, estudante em 1690, de uma Águeda e uma Ana (Agnes) de Castro, que casou a 30.5.1693 em S. Cosme com João Tomé.

Todos estes Castro de Gondomar parecem descender de uns Martins (de Castro) que no séc. XVI viviam no casal ou quinta de Quintãs, em S. Cosme, nomeadamente dos filhos e netos de um Belchior Martins dito de Quintãs, onde fal. com cerca de 67 anos a 25.2.1605, com testamento onde mandou que no dia e mês do seu falecimento lhe dissessem 10 missas com seu ofício de 9 lições, e de sua mulher Isabel Vicente, aí fal. a 1.5.1600, deixando testamenteiro o marido, com obrigação de 5 missas e ofício de 3 lições. Deixaram um filho e várias filhas, todos moradores nas ditas Quintãs, sendo ele Gonçalo Martins, também dito de Quintãs, que casou cerca de 1583 com Leonor Duarte, tendo vários filhos, nomeadamente um Marcos de Castro que casou a 1.8.1605, ib, com Maria de Aguiar. Daquele Gonçalo Martins foi irmã a já referida Maria Martins (de Castro), nascida cerca de 1570, que casou cerca de 1591 (os paroquiais começam em 1592) com Domingos Tomé, senhor do casal de Ramalde, ib, com filhos nascidos desde 1592 até 1609, como ficou dito, casal este de que descendem boa parte dos Castro acima referidos. O antedito Domingos Tomé era filho de Amador Tomé, senhor do dito casal de Ramalde, fal. antes de 1592, e de sua mulher Maria Gonçalves.

Parece-me certo que o antedito Belchior Martins de Quintãs teve pelo menos dois filhos bastardos, nascidos cerca de 1569/70, que viveram nas Quintãs: o já referido Gonçalo Gonçalves (pai de Isidoro de Castro) e Salvador Martins, também dito de Quintãs, ambos havidos numa Maria Gonçalves, fal. a 16.9.1616, ib, identificada no óbito como mãe de Salvador Martins de Quintãs. Este Salvador Martins casou com Cecília Gonçalves e tiveram vários filhos, sendo que o primeiro que aparece, chamado Frutuoso, foi bat. a 25.10.1592, ib.

De Belchior Martins de Quintãs parece também certo que foi irmão o antedito Braz Martins de Castro, que terá ido casar a S. Salvador de Fânzeres com Maria Marques, sendo pais de Bento Martins de Castro, que voltou a S. Cosme. Na verdade, embora para esta cronologia já não existam paroquiais que o comprovem, André Jorge de Castro e sua mulher Isabel João de Castro foram dispensados no 4º grau de consanguinidade, o que significa que tinham trisavós em comum, ou seja, tinham bisavós que eram irmãos. Ora, confrontando os bisavós de ambos, só Belchior Martins (bisavô dela) e Braz Martins (bisavô dele) podem ser irmãos.

De Belchior Martins de Quintãs (e portanto de Braz Martins de Castro) parece também irmão o antedito Gaspar Martins de Castro, que assim teria n. cerca de 1545 e ido casar (cerca de 1568) na vizinha freguesia de S. Pedro da Cova. Os paroquiais desta freguesia começam 4 anos antes dos de S. Cosme e neles foi-me possível documentar a 7.4.1591 um Afonso Martins de Quintãs, de S. Cosme de Gondomar, cuja filha Leonor, solteira, foi madrinha de baptismo de um Gonçalo, neto materno de Gaspar Martins de Castro. Este Afonso Martins, que já não consta nos paroquiais de S. Cosme (os óbitos começam em 1592), terá assim falecido em 1591, com cerca de 76 anos, ou seja, teria nascido em 1515. Na verdade, julgo que este Afonso Martins de Quintãs era o pai de Belchior Martins, Braz Martins e Gaspar Martins, além da antedita Leonor Martins, portanto madrinha de seu sobrinho-neto. E julgo que Afonso Martins de Quintãs casou, cerca de 1537, com uma Castro, certamente irmã (ou filha ou sobrinha) do Licenciado Cosme de Castro, reitor de S. Cosme de Gondomar. Este licenciado apenas se documenta uma vez nos paroquiais de S. Cosme, quando foi padrinho num baptismo de 21.6.1599, sendo referido como "reitor desta igreja". Contudo, como não surge mais nenhuma vez nos assentos paroquiais de S. Cosme, que começam em 1591/2, devia então ser reitor resignatário, portanto com mais de 70 anos, o que significa que nasceu em 1520 ou antes. Como também não consta o seu óbito em S. Cosme, donde certamente não era natural, terá falecido noutro lugar, porventura na cidade do Porto ou na sua terra natal (Povolide?).

[57] Nascida em 1810 em S. Cosme e fal. a 5.6.1896, Valbom, sendo sepultada jazigo de família. Era filha de João Álvares Pinto e Souza Lopes, ourives do ouro, senhor do prazo da quinta de Carregaes, em S. Cosme, onde viveu e faleceu velho depois de 10.6.1862, e de sua mulher Catarina Martins Cardoso; neta paterna de Francisco Álvares Pinto e Souza e sua mulher Rosa Maria de Jesus Lopes; bisneta de Luiz Álvares Pinto e Souza e sua mulher Ana Maria de Jesus Ramos de Aguiar; trineta de Manuel Álvares Pinto e sua mulher Mariana Francisca de Souza, senhores da quinta de Rossemonde, em Valbom.

 
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